FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2022
Paciente masculino de 67 anos admitido com hemiplegia a direita proporcionada associada a afasia, com histórico de hipertensão arterial e diabetes. Sua pressão arterial é de 170/90 mmHg e com o seguinte eletrocardiograma. Após a fase aguda do AVC isquêmico, o paciente recebe alta hospitalar. Qual a melhor prescrição ambulatorial para esse paciente, além do controle glicêmico? Imagens anexas:
AVC isquêmico + FA (implícito) → anticoagulação (Marevan/DOAC), estatina, anti-hipertensivos (IECA/BB).
Para um paciente com AVC isquêmico, especialmente se a etiologia for cardioembólica (implícita pela opção de Marevan), a prescrição ambulatorial deve incluir anticoagulação, estatina de alta intensidade para controle lipídico e estabilização de placa, e anti-hipertensivos para controle rigoroso da pressão arterial, como IECA e betabloqueador.
O manejo ambulatorial pós-Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico é fundamental para a prevenção secundária e a reabilitação do paciente. A etiologia do AVC é um fator determinante na escolha da terapia. No caso de um AVC isquêmico cardioembólico, frequentemente associado à fibrilação atrial (FA), a anticoagulação é a base do tratamento para prevenir novos eventos. Além da anticoagulação (com Warfarina ou Anticoagulantes Orais Diretos - DOACs), o controle rigoroso dos fatores de risco cardiovascular é essencial. Isso inclui o uso de estatinas de alta intensidade (como atorvastatina ou rosuvastatina) para controle da dislipidemia e estabilização de placas ateroscleróticas, mesmo que os níveis de colesterol não estejam elevados. O controle da hipertensão arterial sistêmica (HAS) e do diabetes mellitus (DM) também é crítico, utilizando medicamentos como IECA (enalapril), betabloqueadores (metoprolol) e antidiabéticos, conforme as diretrizes. Para residentes, a compreensão da fisiopatologia do AVC e a individualização da terapia são cruciais. A combinação de medicamentos para anticoagulação, controle lipídico e anti-hipertensivo visa reduzir o risco de recorrência do AVC e melhorar o prognóstico a longo prazo do paciente. A escolha da medicação deve considerar comorbidades, interações medicamentosas e a tolerância do paciente.
A anticoagulação é crucial na prevenção secundária de AVC isquêmico quando a etiologia é cardioembólica, como na fibrilação atrial. Ela reduz significativamente o risco de formação de novos trombos no coração que poderiam embolizar para o cérebro, prevenindo recorrências.
Estatinas de alta intensidade são recomendadas para todos os pacientes pós-AVC isquêmico de origem aterosclerótica, independentemente dos níveis de colesterol. Elas não apenas reduzem o colesterol, mas também possuem efeitos pleiotrópicos, como estabilização da placa aterosclerótica e anti-inflamatórios, que diminuem o risco de novos eventos vasculares.
No manejo pós-AVC, as classes de anti-hipertensivos preferenciais incluem inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA), diuréticos tiazídicos e, em alguns casos, betabloqueadores. O objetivo é um controle rigoroso da pressão arterial para reduzir o risco de recorrência do AVC.
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