COVID-19: Manejo Ambulatorial e Controle de Infecção

SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 30 anos, sem morbidades prévias, chega à Clínica da Família com tosse e febre. Considerando a suspeita de Covid-19, os cuidados que devem ser tomados com esse paciente para evitar o contágio de outras pessoas e da unidade e as orientações sobre a notificação do caso, respectivamente, são:

Alternativas

  1. A) receber máscara, aguardar atendimento em sala de acolhimento da clínica; os profissionais de saúde devem usar máscara N95, roupão descartável e óculos ou protetor facial / notificação imediata de caso suspeito
  2. B) receber máscara, aguardar atendimento em sala de acolhimento da clínica; os profissionais de saúde devem usar máscara N95, roupão descartável e óculos ou protetor facial / notificação do caso só após confirmação
  3. C) receber máscara cirúrgica, aguardar em sala arejada e previamente separada para casos suspeitos; os profissionais de saúde devem usar máscara cirúrgica, roupão descartável e óculos ou protetor facial / notificação imediata de caso suspeito
  4. D) receber máscara cirúrgica, aguardar em sala previamente separada para casos suspeitos; os profissionais de saúde devem usar máscara cirúrgica, roupão descartável e óculos ou protetor facial / notificação do caso só após confirmação

Pérola Clínica

Suspeita COVID-19 → máscara cirúrgica paciente, sala arejada; notificação imediata do caso suspeito.

Resumo-Chave

Em casos suspeitos de COVID-19, o paciente deve usar máscara cirúrgica e aguardar em ambiente ventilado e separado. A notificação é compulsória e imediata, independentemente da confirmação laboratorial, para permitir o rastreamento e controle da doença.

Contexto Educacional

A pandemia de COVID-19, causada pelo SARS-CoV-2, exigiu a rápida adaptação dos serviços de saúde para conter a disseminação do vírus. O manejo ambulatorial de casos suspeitos é crucial para a saúde pública, visando identificar, isolar e monitorar os pacientes, além de proteger a equipe de saúde e a comunidade. A doença, com manifestações variadas, desde assintomáticas a graves, impactou globalmente a epidemiologia e a prática médica. A fisiopatologia envolve a ligação do vírus aos receptores ACE2, levando a uma resposta inflamatória sistêmica. O diagnóstico é clínico-epidemiológico, com confirmação laboratorial por RT-PCR ou testes de antígeno. A suspeita clínica baseia-se em sintomas respiratórios (tosse, febre, dispneia) e/ou perda de olfato/paladar. A triagem adequada e o isolamento precoce são fundamentais para quebrar a cadeia de transmissão. O tratamento é majoritariamente de suporte, com foco no alívio dos sintomas e monitoramento de sinais de gravidade. A notificação compulsória imediata de casos suspeitos é uma ferramenta essencial da vigilância epidemiológica, permitindo o rastreamento de contatos e a implementação de medidas de controle. A educação do paciente sobre isolamento domiciliar e higiene respiratória é vital para o prognóstico individual e coletivo.

Perguntas Frequentes

Quais as medidas iniciais para um paciente com suspeita de COVID-19 na clínica?

O paciente deve receber uma máscara cirúrgica e ser direcionado para aguardar em uma sala arejada e separada, minimizando o contato com outros indivíduos e protegendo a unidade de saúde.

Quando deve ser feita a notificação de um caso de COVID-19?

A notificação de um caso suspeito de COVID-19 deve ser feita imediatamente às autoridades de saúde, mesmo antes da confirmação laboratorial, para permitir ações de vigilância epidemiológica e controle da transmissão.

Quais EPIs são recomendados para profissionais de saúde no atendimento a casos suspeitos de COVID-19?

Para atendimento de rotina, máscara cirúrgica, óculos ou protetor facial e roupão descartável são indicados. Máscara N95 é reservada para procedimentos geradores de aerossóis.

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