HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Recém-nascido com 8 dias de vida, sexo feminino, peso de nascimento 3.660 g, idade gestacional 39 semanas, Apgar 08/09, recebeu alta da maternidade em aleitamento materno exclusivo, no segundo dia de vida, pesando 3.345 g. A mãe procura a Unidade Básica de Saúde porque o bebê não evacua há dois dias, troca aproximadamente 6 fraldas por dia com diurese, dorme pouco, mama o tempo todo, suas mamas estão doloridas, endurecidas, com bico rachado. Ao exame físico recém-nascido encontra-se ativo, hidratado, acianótico, ictérico leve zona 2 de Kramer, eupneico, pesando 3.400 g. A orientação mais adequada quanto à alimentação do bebê deve ser:
Dificuldade amamentação (dor, bico rachado, RN mama tempo todo, perda peso >10% ou recuperação lenta) → Manejo: pega, posicionamento, extração leite. NUNCA suspender.
A situação descrita sugere dificuldades no aleitamento materno, com sinais de pega incorreta e possível baixa ingestão de leite pelo bebê, além de problemas mamários na mãe. O manejo adequado foca na correção da técnica e suporte à mãe, sem suspender o aleitamento.
O aleitamento materno exclusivo é fundamental para a saúde do recém-nascido e da mãe, mas muitas vezes é acompanhado de desafios, especialmente nas primeiras semanas. A situação clínica apresentada, com dor mamária, bico rachado, bebê que mama constantemente e recuperação de peso lenta após a perda fisiológica, é um cenário comum que aponta para dificuldades no manejo da amamentação. A avaliação do recém-nascido, que se encontra ativo, hidratado, mas com icterícia leve e peso de 3.400g (ainda abaixo do peso de nascimento e com ganho lento em relação à alta), sugere que a ingestão de leite pode não ser suficiente. A icterícia leve pode ser exacerbada pela baixa ingestão. A dor e o bico rachado da mãe são indicativos claros de uma pega incorreta do bebê no seio. A conduta mais adequada é sempre focar no manejo do aleitamento materno, oferecendo suporte e orientação à mãe. Isso inclui massagem das mamas para facilitar a descida do leite, extração manual ou com bomba para aliviar o ingurgitamento e estimular a produção, e, crucialmente, a correção da pega e do posicionamento do bebê no peito. A complementação com fórmula láctea deve ser evitada ao máximo, sendo considerada apenas em casos de falha do manejo e risco de desidratação ou hipoglicemia, e sempre com acompanhamento. O retorno em 48 horas é essencial para reavaliar a evolução.
Sinais de pega incorreta incluem dor intensa na mãe, bico rachado, mamas ingurgitadas, bebê que mama por muito tempo sem se satisfazer, e estalos durante a mamada.
O bebê deve estar com a boca bem aberta, abocanhando grande parte da aréola, não apenas o mamilo. O corpo do bebê deve estar alinhado e próximo ao corpo da mãe.
Icterícia leve (zona 2 de Kramer) em um bebê de 8 dias que está mamando "o tempo todo" e com recuperação de peso lenta pode indicar baixa ingestão de leite, necessitando de avaliação e manejo do aleitamento.
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