UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020
Os pais de Bruno, de 4 anos, chegam ao pronto socorro com seu filho nos braços relatando que há cerca de 10 minutos Bruno foi vítima de afogamento na piscina de casa. Eles não sabem quanto tempo a criança ficou submersa. Ao tirá-lo da água, Bruno estava inconsciente, sem movimentos respiratórios e com espuma na boca. O pai foi realizando massagem cardíaca durante o transporte. A avaliação inicial evidenciou cianose generalizada, ausência de movimentos respiratórios, pulso femural presente e fraco. Qual a melhor conduta imediata?
Afogamento com apneia e inconsciência → prioridade é ventilação e oxigenação, IOT imediata.
Em casos de afogamento com parada respiratória e inconsciência, a hipóxia é a principal ameaça à vida. A conduta imediata mais eficaz é garantir uma via aérea patente e fornecer ventilação adequada, sendo a intubação orotraqueal a melhor opção para proteger as vias aéreas e otimizar a oxigenação e ventilação em um paciente apneico e com pulso fraco.
O afogamento é uma emergência pediátrica grave, e a hipóxia é o principal fator determinante do prognóstico. A avaliação inicial de uma criança vítima de afogamento deve focar rapidamente na respiração e circulação. No caso de Bruno, a ausência de movimentos respiratórios e a inconsciência, mesmo com pulso presente, indicam uma hipóxia significativa e a necessidade urgente de suporte ventilatório. A conduta imediata mais adequada é a intubação orotraqueal (IOT). A IOT permite o controle definitivo das vias aéreas, protegendo contra aspiração e possibilitando a ventilação com pressão positiva e oxigenação eficazes. Embora o pai tenha realizado massagem cardíaca, a prioridade em afogamento é a ventilação, pois a parada cardíaca é geralmente secundária à hipóxia. A aspiração de vias aéreas e oxigênio inalatório seriam insuficientes para um paciente apneico e inconsciente. É crucial que residentes e profissionais de emergência compreendam que a Manobra de Heimlich não tem papel na drenagem de água dos pulmões em afogamento e pode ser prejudicial. O foco deve ser sempre na restauração da oxigenação e ventilação, seguindo os protocolos de reanimação pediátatrica, onde a ventilação é o primeiro passo crítico.
A prioridade absoluta no manejo de uma vítima de afogamento é a correção da hipóxia e acidose. Isso significa iniciar a ventilação e oxigenação o mais rápido possível, mesmo antes de iniciar as compressões torácicas se houver pulso.
A intubação orotraqueal é indicada em vítimas de afogamento que apresentam apneia, inconsciência, Glasgow baixo, ou insuficiência respiratória grave, para proteger as vias aéreas da aspiração e garantir ventilação e oxigenação eficazes.
A Manobra de Heimlich não é recomendada para drenar água dos pulmões em vítimas de afogamento, pois não há evidências de sua eficácia e pode atrasar o início da ventilação, induzir vômitos e aumentar o risco de aspiração de conteúdo gástrico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo