AVE Isquêmico: Trombólise, Antiagregação e Manejo

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2021

Enunciado

Em relação aos acidentes vasculares encefálicos, considere as afirmativas a seguir.I. A gravidez é uma contraindicação absoluta para se efetuar trombólise arterial.II. Pacientes portadores de fibrilação atrial devem ser anticoagulados.III. Deve-se prescrever antiagregação dupla aos pacientes com isquemia cerebral transitória decorrente de lesão de grandes artérias.IV. Trombólise arterial pode ser cogitada nos pacientes que se mantêm com a pressão arterial inferior a 180/110 mmHg. Assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Somente as afirmativas I e II são corretas.
  2. B) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
  3. C) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
  4. D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
  5. E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

Pérola Clínica

AVE isquêmico: Gravidez é contraindicação relativa para tPA IV; antiagregação dupla para ICT de alto risco; PA < 180/110 mmHg para trombólise.

Resumo-Chave

A trombólise em AVE isquêmico agudo exige controle rigoroso da pressão arterial e avaliação de contraindicações. A gravidez é uma contraindicação relativa para tPA IV, não absoluta para trombólise arterial em geral. A antiagregação dupla é indicada para ICT de alto risco ou AVE menor por um período limitado.

Contexto Educacional

O manejo do acidente vascular encefálico (AVE) isquêmico agudo é uma emergência médica que exige decisões rápidas e baseadas em evidências. A trombólise intravenosa com alteplase e a trombectomia mecânica são as principais terapias de reperfusão, mas possuem janelas de tempo e contraindicações específicas que devem ser rigorosamente avaliadas. A gravidez, por exemplo, é uma contraindicação relativa para o tPA IV, exigindo uma análise cuidadosa do risco-benefício. A prevenção secundária do AVE é igualmente crucial. Pacientes com fibrilação atrial (FA) têm um risco significativamente aumentado de AVE cardioembólico e, portanto, a anticoagulação oral é fundamental, exceto em casos de contraindicações absolutas. Para pacientes com isquemia cerebral transitória (ICT) de alto risco ou AVE isquêmico menor, a antiagregação plaquetária dupla (geralmente AAS e clopidogrel) por um período limitado tem demonstrado reduzir o risco de eventos isquêmicos recorrentes. O controle da pressão arterial é um pilar no manejo do AVE, tanto na fase aguda quanto na prevenção secundária. Antes da trombólise, a PA deve ser controlada para níveis seguros, e mantida em limites estritos nas primeiras 24 horas pós-reperfusão para evitar complicações hemorrágicas. A compreensão desses princípios é vital para a prática clínica e para a aprovação em exames de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais contraindicações para trombólise em AVE isquêmico?

As contraindicações incluem sangramento ativo, AVC prévio recente, cirurgia recente e pressão arterial descontrolada. A gravidez é uma contraindicação relativa para tPA IV, exigindo avaliação individualizada do risco-benefício.

Quando é indicada a antiagregação dupla em casos de isquemia cerebral transitória?

A antiagregação dupla (AAS + Clopidogrel) é indicada para ICT de alto risco (ABCD2 ≥ 4) ou AVE isquêmico menor, por um período de 21 a 90 dias, para reduzir o risco de recorrência de eventos isquêmicos.

Qual o controle pressórico ideal para pacientes submetidos à trombólise?

Antes da trombólise, a PA deve ser < 185/110 mmHg. Após a trombólise, deve ser mantida < 180/105-110 mmHg nas primeiras 24 horas para minimizar o risco de transformação hemorrágica.

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