SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
Qual conduta abaixo NÃO ESTÁ CORRETA no abortamento precoce:
No abortamento precoce, o manejo da dor é essencial; NÃO prescrever analgésicos é uma conduta incorreta e antiética.
O manejo do abortamento precoce, seja ele espontâneo ou induzido, deve sempre incluir um plano eficaz para o controle da dor. A dor é uma queixa comum e significativa, e a recusa em prescrever analgésicos é uma prática inadequada e contrária aos princípios de cuidado humanizado.
O manejo do abortamento precoce, seja ele espontâneo (aborto retido ou incompleto) ou induzido, exige uma abordagem abrangente que priorize a segurança e o bem-estar da paciente. As opções de tratamento incluem manejo expectante, medicamentoso (com misoprostol) ou cirúrgico. A escolha depende da condição clínica da paciente, do tempo de gestação e de suas preferências. O misoprostol, um análogo da prostaglandina E1, é amplamente utilizado para induzir a expulsão do conteúdo uterino. A dose e a via de administração (vaginal, sublingual ou oral) variam conforme o protocolo, sendo 800 mcg vaginal uma dose inicial comum. É fundamental orientar a paciente sobre os efeitos esperados, como cólicas e sangramento, e sobre a importância do controle da dor. A analgesia adequada é um componente essencial do cuidado, e a falha em prescrever medicações para dor é uma conduta inaceitável. Outros aspectos cruciais incluem a imunoprofilaxia anti-Rh para mulheres Rh negativas, realizada para prevenir a sensibilização e complicações em futuras gestações. O seguimento pós-tratamento, geralmente com ultrassom em 7 a 14 dias, é necessário para confirmar a completa expulsão do ovo e identificar possíveis complicações. Em caso de falha do tratamento medicamentoso, a paciente deve ser informada sobre as opções de manejo subsequentes, que podem incluir uma nova tentativa medicamentosa, manejo expectante ou intervenção cirúrgica.
A dose inicial recomendada de misoprostol para abortamento precoce é de 800 mcg, administrada por via vaginal. Doses subsequentes podem ser necessárias dependendo da resposta da paciente e do protocolo utilizado.
Mulheres Rh negativas não sensibilizadas devem receber a imunoglobulina anti-Rh dentro de 72 horas após a primeira dose de misoprostol ou após qualquer procedimento que possa causar sangramento materno-fetal, para prevenir a sensibilização Rh.
Se o tratamento com misoprostol falhar, a paciente pode optar por uma nova dose de misoprostol, manejo expectante (aguardar a expulsão espontânea) ou tratamento cirúrgico (aspiração manual intrauterina ou curetagem uterina).
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