HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2022
Em virtude da pandemia da COVID-19 houve mudanças nos acessos a rastreamento e diagnóstico de câncer de mama. Sobre esse assunto é CORRETO afirmar:
Vacina COVID-19 → linfoadenopatia axilar → adiar mamografia de rastreamento 4-6 semanas.
A linfoadenopatia axilar, um efeito colateral comum da vacina para COVID-19, pode mimetizar achados suspeitos de malignidade na mamografia, levando a falsos positivos e biópsias desnecessárias. Por isso, recomenda-se adiar a mamografia de rastreamento por 4 a 6 semanas após a vacinação.
A pandemia de COVID-19 trouxe desafios significativos para a saúde pública, incluindo o rastreamento e diagnóstico de câncer de mama. As campanhas de vacinação em massa, embora cruciais, introduziram uma nova variável na interpretação de exames de imagem mamários. É fundamental que profissionais de saúde estejam cientes das recomendações atualizadas para otimizar o rastreamento e evitar diagnósticos equivocados ou atrasos desnecessários. Um efeito colateral comum das vacinas para COVID-19 é a linfoadenopatia axilar reacional no lado da injeção. Essa inflamação dos linfonodos pode ser visível na mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética, mimetizando achados suspeitos de malignidade, como metástases linfonodais. Isso pode levar a resultados falso-positivos, causando ansiedade nas pacientes e resultando em exames adicionais, como biópsias, que poderiam ser evitados. Para mitigar esse problema, as principais sociedades médicas e radiológicas recomendam adiar a mamografia de rastreamento por 4 a 6 semanas após a última dose da vacina para COVID-19. Esse período permite a resolução da linfoadenopatia reacional. No entanto, é crucial ressaltar que essa recomendação se aplica apenas ao rastreamento. Para mamografias diagnósticas, ou seja, em pacientes com sintomas ou achados suspeitos, o exame não deve ser adiado, independentemente do status vacinal, para não comprometer o diagnóstico precoce e o tratamento do câncer de mama.
A vacina pode causar linfoadenopatia axilar reacional no lado da injeção, que pode ser confundida com linfonodos suspeitos de malignidade na mamografia, levando a resultados falso-positivos.
Recomenda-se adiar a mamografia de rastreamento por 4 a 6 semanas após a última dose da vacina para COVID-19, para permitir a resolução da linfoadenopatia.
Não. Em casos de mamografia diagnóstica, ou seja, em pacientes com sinais ou sintomas suspeitos de câncer de mama, o exame não deve ser adiado, independentemente do status vacinal, devido à urgência do diagnóstico.
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