SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2015
Recentemente o Ministério da Sáude publicou a portaria 1253 de 12 de novembro de 2013 alterando a faixa etária prioritária para realização de mamografia de rastreamento para mulheres entre 50 a 69 anos de idade. Em relação a esta mudança, considere as afirmativas abaixo: I - Espera-se com esta ação reduzir o número de exames falso- negativos ao realizar o exame de rastreamento em faixa etária onde o câncer de mama é mais prevalente. II - A medida tem como principal objetivo a prevenção quaternária e há boas evidências científicas que respaldem esta ação. III - A medida não se ampara em evidências científicas confiáveis e visa somente a redução de custos. IV - Esta medida pode ser eficaz para reduzir o sobre diagnóstico de câncer de mama. Quais das afirmativas acima são CORRETAS?
Mamografia de rastreamento (MS 2013): 50-69 anos, visa ↓ sobrediagnóstico e ↑ benefício-risco.
A mudança da faixa etária prioritária para mamografia de rastreamento pelo Ministério da Saúde em 2013 (50-69 anos) foi baseada em evidências científicas que buscam otimizar o balanço entre os benefícios (redução da mortalidade) e os malefícios (sobrediagnóstico, falso-positivos) do rastreamento.
O rastreamento mamográfico para câncer de mama é uma estratégia de saúde pública complexa, que busca a detecção precoce da doença para reduzir a mortalidade. No Brasil, a Portaria 1253 de 2013 do Ministério da Saúde alterou a faixa etária prioritária para a realização de mamografia de rastreamento no Sistema Único de Saúde (SUS) para mulheres entre 50 e 69 anos de idade, com periodicidade bienal. Esta mudança foi fundamentada em um extenso corpo de evidências científicas internacionais que demonstram que, nessa faixa etária, o balanço entre os benefícios (redução da mortalidade por câncer de mama) e os malefícios (falso-positivos, ansiedade, biópsias desnecessárias e, principalmente, o sobrediagnóstico) é mais favorável. O sobrediagnóstico refere-se à detecção de cânceres que não progrediriam clinicamente durante a vida da mulher, levando a tratamentos excessivos e seus riscos associados. A medida, ao focar na faixa de maior benefício líquido, contribui para a prevenção quaternária, protegendo as mulheres de intervenções desnecessárias. É crucial que residentes compreendam que as diretrizes de rastreamento são dinâmicas e baseadas em evidências que ponderam a eficácia na redução da mortalidade versus os potenciais danos. A decisão de priorizar a faixa etária de 50 a 69 anos não visa apenas a redução de custos, mas principalmente a otimização da relação risco-benefício para a população, minimizando o sobrediagnóstico e maximizando o impacto positivo na saúde pública.
O sobrediagnóstico ocorre quando um câncer é detectado pelo rastreamento que, se não fosse encontrado, nunca teria causado sintomas ou problemas de saúde durante a vida da mulher. Isso leva a tratamentos desnecessários e seus efeitos colaterais.
Essa faixa etária é considerada ideal porque apresenta o melhor balanço entre a redução da mortalidade por câncer de mama e a minimização dos malefícios do rastreamento, como sobrediagnóstico, falso-positivos e ansiedade, conforme evidências científicas internacionais.
A prevenção quaternária busca proteger os indivíduos de intervenções médicas desnecessárias. No contexto do rastreamento mamográfico, a preocupação com o sobrediagnóstico e o tratamento excessivo de lesões indolentes se alinha com os princípios da prevenção quaternária, buscando evitar a medicalização excessiva.
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