UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2020
Sobre o rastreamento do câncer de mama é correto afirmar:
Mamografia de rastreamento = ÚNICA ferramenta com evidência de redução de mortalidade por câncer de mama.
A mamografia de rastreamento é o método mais eficaz e comprovado para reduzir a mortalidade por câncer de mama em mulheres assintomáticas. Outros métodos como ultrassonografia e autoexame têm papéis complementares ou de autoconhecimento, mas não substituem a mamografia no rastreamento populacional.
O rastreamento do câncer de mama é uma estratégia fundamental de saúde pública, visando a detecção precoce da doença para melhorar o prognóstico e reduzir a mortalidade. O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres, excluindo os de pele não melanoma, e representa um desafio significativo na oncologia. A importância do rastreamento reside na capacidade de identificar lesões em estágios iniciais, quando o tratamento é mais eficaz e menos invasivo. A mamografia de rastreamento é a única modalidade que comprovadamente reduz a mortalidade por câncer de mama em mulheres assintomáticas. As diretrizes variam entre países e sociedades médicas, mas geralmente recomendam o início do rastreamento mamográfico entre os 40 ou 50 anos, com periodicidade anual ou bienal, até os 70 ou 75 anos. A ultrassonografia mamária e a ressonância magnética (RM) têm papéis complementares. A ultrassonografia é útil para mamas densas e para caracterizar lesões, enquanto a RM é reservada para mulheres de alto risco genético ou com histórico familiar significativo, devido à sua alta sensibilidade e custo. É crucial que os residentes compreendam as indicações e limitações de cada método de rastreamento. O autoexame da mama, embora promova o autoconhecimento, não demonstrou redução de mortalidade e não substitui a mamografia. O exame clínico das mamas, realizado por um profissional de saúde, também é parte integrante da avaliação. A escolha do método e a periodicidade devem ser individualizadas, considerando fatores de risco e as diretrizes vigentes, sempre com o objetivo de maximizar os benefícios do diagnóstico precoce e minimizar os riscos de exames desnecessários ou falsos positivos.
A principal evidência é que a mamografia de rastreamento demonstrou, em diversos estudos randomizados e observacionais, uma redução significativa na mortalidade por câncer de mama em mulheres assintomáticas, especialmente na faixa etária recomendada.
A ultrassonografia mamária é indicada como método complementar à mamografia, principalmente para avaliar mamas densas, diferenciar cistos de lesões sólidas, ou investigar achados suspeitos na mamografia ou no exame físico. Não é recomendada como método de rastreamento isolado.
O autoexame da mama não é considerado uma ferramenta de rastreamento com evidência de redução de mortalidade. No entanto, é importante para o autoconhecimento da mulher sobre suas mamas, permitindo que ela perceba alterações e procure atendimento médico precocemente. Não substitui a mamografia.
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