Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2022
Paciente de 49 anos, histerectomizada por miomatose uterina aos 43 anos, menopausa aos 48 e sem sintomas. Hipertensa em uso de anlodipina, losartana, hidroclorotiazida e verapamil. IMC 35Kg/m² e TVP aos 49 anos. Em 2021, desenvolveu quadro se estresse pós-traumático após a Covid-19, que foi compensado com o uso de fluoxetina e benzodiazepínicos. Na consulta de rotina de seu médico que a operou bem como realizou os 02 partos normais, informou existir dispareunia inicial e redução da libido. O exame físico foi normal exceto por pequena secreção mamária branco leitosa multiductal bilateral, sem nódulos e axilas livres no exame físico, hipotrofia vaginal e um pequeno prolapso uretral. Na consulta de retorno trouxe resultado Mamografia BI-RADS 3 com assimetria focal a esquerda. A melhor conduta dentre as abaixo, é:
BI-RADS 3 com assimetria focal → USG mamária para complementar e, se normal, controle em 6 meses.
Uma assimetria focal classificada como BI-RADS 3 na mamografia indica uma lesão provavelmente benigna, mas que requer acompanhamento. A ultrassonografia mamária é o método de imagem complementar de escolha para melhor caracterização, diferenciando cistos de lesões sólidas e auxiliando na decisão de seguimento.
A avaliação de achados mamográficos, como a assimetria focal classificada como BI-RADS 3, é uma parte rotineira da prática médica, especialmente na ginecologia e mastologia. O sistema BI-RADS padroniza a interpretação dos exames de imagem da mama, auxiliando na comunicação e na tomada de decisão clínica. A assimetria focal representa uma área de tecido mamário que parece diferente do restante, mas não possui as características de uma massa definida. A fisiopatologia da assimetria focal pode ser variada, incluindo sobreposição de tecido glandular, alterações fibrocísticas ou, menos comumente, uma lesão maligna incipiente. A secreção mamária bilateral e branco-leitosa (galactorreia) na paciente, que usa fluoxetina e verapamil, sugere hiperprolactinemia induzida por medicamentos, que deve ser investigada com dosagem de prolactina. A hipotrofia vaginal e dispareunia são comuns na pós-menopausa. A conduta para BI-RADS 3 é o seguimento em curto prazo, geralmente com nova mamografia e/ou ultrassonografia em 6 meses. A ultrassonografia mamária é fundamental para complementar a mamografia em casos de assimetria focal, pois permite uma melhor caracterização da lesão, distinguindo entre achados benignos e aqueles que necessitam de biópsia. Se a ultrassonografia for normal, o controle mamográfico em 6 meses é a conduta mais apropriada, evitando biópsias desnecessárias e garantindo a detecção precoce de possíveis alterações.
BI-RADS 3 significa 'achado provavelmente benigno', com uma probabilidade de malignidade inferior a 2%. Requer acompanhamento em curto prazo para confirmar a estabilidade da lesão.
A ultrassonografia é crucial para caracterizar a assimetria focal, diferenciando-a de sobreposição de tecido glandular, cistos ou nódulos sólidos, e auxiliando na decisão de seguimento ou necessidade de biópsia.
A secreção mamária bilateral e multiductal, especialmente se branco-leitosa, é frequentemente galactorreia e sugere hiperprolactinemia. Deve-se investigar causas como medicamentos (fluoxetina, verapamil) ou adenoma hipofisário, mas raramente indica malignidade mamária primária.
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