UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2018
Uma paciente de 44 anos realiza mamografia e o resultado é BI-RADS 3. Na história familiar, sua avó teve câncer de mama, aos 76 anos. Diante desse resultado, é solicitada uma biópsia da lesão. Como a paciente é ansiosa, o médico deve:
BI-RADS 3 + ansiedade → comunicação empática, esclarecer significado do resultado e criar vínculo de confiança.
Diante de um resultado BI-RADS 3, que indica achado provavelmente benigno com baixo risco de malignidade, e uma paciente ansiosa, a conduta médica ideal é a comunicação empática. É fundamental ouvir as preocupações da paciente, desmistificar o resultado e explicar claramente o plano de acompanhamento, construindo um vínculo de confiança.
A comunicação de resultados de exames, especialmente aqueles que podem gerar incerteza ou preocupação como a mamografia com classificação BI-RADS 3, exige do médico não apenas conhecimento técnico, mas também habilidades interpessoais e empatia. Um resultado BI-RADS 3 indica um achado provavelmente benigno, com uma probabilidade muito baixa de malignidade (geralmente inferior a 2%), e a conduta padrão é o acompanhamento em curto prazo, tipicamente com nova mamografia em 6 meses. No entanto, para uma paciente ansiosa, a incerteza pode ser angustiante. A história familiar de câncer de mama, mesmo que em idade avançada, pode exacerbar essa ansiedade. Nesses casos, a abordagem do médico deve ser centrada na paciente. É crucial dedicar tempo para ouvir suas preocupações, suas percepções sobre a doença e suas experiências prévias, validando seus sentimentos. O médico deve, então, explicar de forma clara e acessível o que o resultado BI-RADS 3 realmente significa, desmistificando medos e fornecendo informações precisas sobre o plano de acompanhamento. Criar um vínculo de confiança e demonstrar empatia são fundamentais para aliviar a ansiedade da paciente e garantir sua adesão ao seguimento proposto, evitando condutas desnecessárias ou a busca por informações não confiáveis.
BI-RADS 3 significa um achado provavelmente benigno, com uma chance muito baixa (geralmente <2%) de ser maligno. Recomenda-se acompanhamento em curto prazo, tipicamente com nova mamografia em 6 meses.
O médico deve demonstrar empatia, ouvir atentamente as preocupações da paciente, esclarecer o significado real do resultado e do plano de acompanhamento, e construir um vínculo de confiança para aliviar a ansiedade.
A história familiar é relevante para a avaliação do risco global da paciente, mas um BI-RADS 3 ainda indica baixa probabilidade de malignidade para o achado específico. O acompanhamento deve considerar ambos os fatores de forma integrada.
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