UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2019
Mulher de 53 anos procura UBS com queixa de mastalgia, mais localizada em mama esquerda. AF: mãe e uma irmã com câncer de mama antes dos 50 anos. Exame físico: mamas sem nódulos palpáveis. Mamografia: mamas lipossubstituídas, nódulo pouco denso, regular, medindo cerca de 0,5 cm de diâmetro em quadrante superior externo da mama direita (compatível com linfonodo intramamário) = BIRADS 2. A conduta é
Mamografia BIRADS 2 (achado benigno) → Rastreamento de rotina (anual para >40 anos).
Um achado BIRADS 2 na mamografia indica que a lesão é benigna e não requer investigação adicional imediata. Mesmo em pacientes de alto risco para câncer de mama, um BIRADS 2 permite o retorno ao rastreamento mamográfico de rotina, que no Brasil é anual para mulheres acima de 40 anos.
A mamografia é o principal método de rastreamento para o câncer de mama, e a classificação BIRADS (Breast Imaging Reporting and Data System) é uma ferramenta padronizada para descrever os achados radiológicos e orientar a conduta. O sistema BIRADS varia de 0 (incompleto) a 6 (malignidade comprovada por biópsia), sendo crucial para a tomada de decisão clínica. Um achado classificado como BIRADS 2 indica que a lesão é definitivamente benigna, com probabilidade de malignidade de 0%. Exemplos incluem cistos simples, fibroadenomas calcificados, calcificações vasculares e linfonodos intramamários. Nesses casos, não há necessidade de investigação adicional ou acompanhamento de curto prazo para a lesão em questão. A conduta para um BIRADS 2 é o retorno ao rastreamento de rotina. Para mulheres acima de 40 anos, as diretrizes brasileiras recomendam mamografia anual. Mesmo em pacientes com alto risco para câncer de mama devido a histórico familiar, um BIRADS 2 não altera a conduta para o achado específico, embora essas pacientes possam se beneficiar de rastreamento complementar com ressonância magnética.
A classificação BIRADS 2 significa que a mamografia revelou achados benignos, sem evidência de malignidade. Isso inclui cistos simples, calcificações benignas ou linfonodos intramamários, como no caso.
Para uma paciente com mamografia BIRADS 2, a conduta recomendada é o retorno ao rastreamento mamográfico de rotina, que geralmente é anual para mulheres acima de 40 anos, conforme as diretrizes nacionais.
A história familiar de câncer de mama indica um risco aumentado para a paciente, o que pode justificar métodos adicionais de rastreamento (como ressonância magnética). No entanto, um achado BIRADS 2 na mamografia ainda significa que a lesão é benigna, e a conduta para essa lesão específica é de rotina.
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