UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025
As malhas cirúrgicas utilizadas no reparo de hérnias variam em termos de peso, porosidade, estrutura do filamento e método de fabricação (tecido ou tricotado). Essas características influenciam fatores importantes como força de tensão, taxa de incorporação tecidual e risco de infecção. Sabendo que a escolha da malha deve considerar o tipo de hérnia, localização anatômica e preferências do cirurgião, qual das seguintes afirmações reflete corretamente os fatores a serem considerados na escolha de uma malha para o reparo de hérnia?
Malhas de peso intermediário = equilíbrio ideal entre porosidade, resistência e integração tecidual.
A escolha da malha busca minimizar a reação de corpo estranho (menos fibrose) mantendo a força tênsil necessária para evitar recidivas herniárias.
A evolução das próteses para correção de hérnias (hernioplastias) foca na redução da resposta inflamatória crônica. Malhas pesadas de polipropileno, embora muito resistentes, induzem uma cicatriz fibrótica densa que pode levar à retração da malha e dor crônica. Malhas leves e de peso intermediário utilizam menos material e poros maiores, resultando em uma 'cicatriz em ponte' mais elástica e fisiológica. A escolha deve ser individualizada: defeitos grandes em pacientes obesos podem exigir malhas com maior força tênsil, enquanto hérnias inguinais primárias beneficiam-se de malhas que priorizam o conforto pós-operatório.
As malhas de peso intermediário oferecem um balanço otimizado. Elas possuem porosidade suficiente (geralmente > 1mm) para permitir a infiltração de macrófagos e fibroblastos, promovendo uma integração tecidual flexível, ao mesmo tempo em que mantêm uma resistência à tensão superior à pressão intra-abdominal máxima, reduzindo o risco de recidiva sem causar excessiva fibrose.
Malhas com poros maiores (macroporosas) permitem que as células de defesa do hospedeiro (como neutrófilos e macrófagos) acessem o espaço intersticial da malha para combater bactérias. Malhas microporosas ou multifilamentares podem 'aprisionar' bactérias em espaços onde as células de defesa não conseguem entrar, aumentando o risco de infecção crônica da prótese.
Essa classificação baseia-se na densidade do material (gramatura). Malhas pesadas têm mais de 80 g/m², enquanto malhas leves têm menos de 35-50 g/m². A tendência moderna é o uso de malhas 'large pore, light weight' para reduzir a sensação de corpo estranho e melhorar a complacência da parede abdominal.
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