UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2020
As malformações congênitas e cromos- ssomopatias devem ter atenção no rastreamento pré-natal, pois o entendimento e preparo para o nascer torna-se importante para o desfecho perinatal. Sobre o tema, marque a CORRETA.
Defeitos de fechamento de parede abdominal (onfalocele, gastrosquise) são detectáveis por ultrassonografia a partir de 12 semanas de gestação.
A ultrassonografia de primeiro trimestre, especialmente a morfológica precoce, permite a detecção de diversas malformações congênitas, incluindo os defeitos de fechamento de parede abdominal, que são visíveis a partir de 12 semanas. A translucência nucal é um marcador de risco, mas não exclui malformações.
O rastreamento pré-natal de malformações congênitas e cromossomopatias é um componente essencial da assistência obstétrica moderna, visando identificar precocemente condições que possam impactar o desfecho perinatal e permitir o planejamento adequado do parto e do cuidado neonatal. A ultrassonografia morfológica, especialmente a realizada no primeiro trimestre (11-14 semanas), desempenha um papel crucial. Nesse período, já é possível visualizar estruturas fetais importantes e identificar marcadores de risco, como a translucência nucal (TN). Além disso, malformações estruturais significativas, como os defeitos de fechamento de parede abdominal (onfalocele e gastrosquise), podem ser diagnosticadas. O entendimento de que a TN normal não exclui todas as anomalias é vital, e a oferta de cariótipo fetal deve ser considerada em casos de achados anormais, independentemente da possibilidade terapêutica, para o aconselhamento familiar. A suplementação de folato é fundamental para a prevenção de defeitos de fechamento de tubo neural, mas deve ser iniciada antes da concepção e mantida nas primeiras semanas de gestação, período crítico para a neurulação, e não entre 11 e 14 semanas. O conhecimento aprofundado desses aspectos permite ao residente oferecer um pré-natal de excelência e um aconselhamento preciso aos pais.
Malformações maiores, como anencefalia, holoprosencefalia, defeitos de fechamento de parede abdominal (onfalocele, gastrosquise) e algumas cardiopatias graves, podem ser suspeitadas ou diagnosticadas já no primeiro trimestre.
A translucência nucal é um marcador de risco para cromossomopatias (como Síndrome de Down) e algumas malformações cardíacas. Valores aumentados indicam maior risco, mas valores normais não excluem completamente essas condições.
A ecocardiografia fetal é indicada em gestações de alto risco para cardiopatias congênitas, como diabetes materno, uso de teratógenos, histórico familiar de cardiopatia, ou quando há suspeita em ultrassonografias de rotina, geralmente realizada entre 20 e 24 semanas.
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