SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2020
M.F.S., feminino, 4 anos. Apresenta placa eritemato-vinhosa no antebraço direito desde o nascimento, assintomática. A lesão acompanhou o crescimento da criança, mantendo a porcentagem de superfície corporal acometida. Qual é o diagnóstico mais provável e a respectiva conduta mais adequada?
Lesão eritemato-vinhosa desde o nascimento, crescendo proporcionalmente à criança → Malformação vascular, investigar com imagem.
Lesões vasculares presentes ao nascimento que crescem proporcionalmente com a criança, sem fase de proliferação e involução, são características de malformações vasculares (ex: mancha vinho do porto). Diferentemente dos hemangiomas, que têm um ciclo de crescimento e regressão, as malformações não involuem e requerem investigação por imagem para determinar sua extensão e tipo.
As lesões vasculares na infância representam um desafio diagnóstico e terapêutico, sendo fundamental diferenciar entre hemangiomas e malformações vasculares. Essa distinção é crítica devido às suas diferentes histórias naturais, prognósticos e abordagens de tratamento. Hemangiomas da infância são tumores vasculares benignos que proliferam rapidamente nos primeiros meses de vida e, em sua maioria, regridem espontaneamente. O tratamento com propranolol é a conduta padrão para hemangiomas que necessitam de intervenção. As malformações vasculares, por outro lado, são anomalias congênitas resultantes de erros no desenvolvimento vascular embrionário. Elas estão presentes ao nascimento, crescem proporcionalmente com o crescimento da criança e não apresentam fase de involução. A descrição de uma 'placa eritemato-vinhosa' desde o nascimento que acompanha o crescimento é clássica de uma malformação capilar, como a mancha vinho do porto. Diferentemente dos hemangiomas, as malformações vasculares não respondem ao propranolol. Para residentes, o reconhecimento dessas características é vital. A conduta inicial para uma malformação vascular é a investigação com exames de imagem (ultrassonografia com Doppler, ressonância magnética) para determinar a extensão, profundidade e tipo da lesão, o que guiará o manejo subsequente, que pode incluir escleroterapia, laserterapia ou cirurgia, dependendo do tipo e localização da malformação. A biópsia é raramente a primeira linha de investigação para malformações vasculares, sendo mais indicada para lesões com características atípicas ou suspeita de outras patologias.
Malformações vasculares estão presentes ao nascimento, crescem proporcionalmente com a criança e não involuem. Hemangiomas da infância, por outro lado, geralmente surgem nas primeiras semanas de vida, têm uma fase de crescimento rápido (proliferação) e depois regridão espontaneamente (involução).
Exames de imagem (como ultrassonografia com Doppler, ressonância magnética) são essenciais para determinar a extensão da malformação, seu tipo (capilar, venosa, linfática, arteriovenosa) e o envolvimento de estruturas profundas, o que é fundamental para o planejamento terapêutico.
As malformações vasculares são classificadas com base no tipo de vaso envolvido: capilares (ex: mancha vinho do porto), venosas, linfáticas e arteriovenosas. Podem ser isoladas ou fazer parte de síndromes complexas.
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