UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025
As principais malformações pulmonares congênitas são: enfisema lobar congênito, malformação pulmonar congênita das vias aéreas, sequestro pulmonar intralobar e sequestro pulmonar extralobar. As manifestações respiratórias dependem das alterações anatômicas envolvidas. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, as malformações que têm comunicação com a árvore traqueobrônquica.
Enfisema lobar congênito e MPCAV têm comunicação com árvore traqueobrônquica; sequestros pulmonares não.
As malformações pulmonares congênitas variam em sua comunicação com o sistema brônquico. O enfisema lobar congênito e a malformação pulmonar congênita das vias aéreas (MPCAV) se comunicam, enquanto os sequestros pulmonares (intra e extralobar) são caracterizados por não ter comunicação normal com a árvore traqueobrônquica e receber suprimento sanguíneo anômalo.
As malformações pulmonares congênitas (MPCs) representam um espectro de anomalias do desenvolvimento pulmonar, com incidência variável e manifestações clínicas que dependem da alteração anatômica. A compreensão da comunicação dessas lesões com a árvore traqueobrônquica é fundamental para o diagnóstico e manejo. As principais MPCs incluem o enfisema lobar congênito (ELC), a malformação pulmonar congênita das vias aéreas (MPCAV, anteriormente MAC), e os sequestros pulmonares (intralobar e extralobar). O enfisema lobar congênito é caracterizado pela hiperinsuflação de um lobo pulmonar devido a um mecanismo de válvula, permitindo a entrada de ar, mas dificultando sua saída, e possui comunicação com a árvore traqueobrônquica. A MPCAV é uma lesão cística ou sólida que também se comunica com as vias aéreas, podendo causar desconforto respiratório e infecções. Em contraste, os sequestros pulmonares são massas de tecido pulmonar não funcionante que não se comunicam normalmente com a árvore traqueobrônquica e recebem suprimento sanguíneo anômalo da circulação sistêmica. O diagnóstico das MPCs é frequentemente realizado no pré-natal por ultrassonografia, ou no pós-natal por radiografia de tórax e tomografia computadorizada. O tratamento varia desde o acompanhamento expectante até a ressecção cirúrgica, dependendo da sintomatologia e do risco de complicações. É crucial para residentes entenderem as diferenças anatômicas e fisiopatológicas para um manejo adequado dessas condições pediátricas.
O enfisema lobar congênito e a malformação pulmonar congênita das vias aéreas (MPCAV), anteriormente conhecida como malformação adenomatoide cística, são as malformações que tipicamente mantêm comunicação com a árvore traqueobrônquica.
Os sequestros pulmonares, tanto intralobar quanto extralobar, são caracterizados pela ausência de comunicação normal com a árvore traqueobrônquica e por receberem suprimento sanguíneo de uma artéria sistêmica anômala, geralmente da aorta.
A comunicação com a árvore traqueobrônquica pode levar a sintomas respiratórios como dispneia, tosse e infecções recorrentes devido à ventilação inadequada ou aprisionamento de ar (como no enfisema lobar congênito) ou formação de cistos que podem infectar (MPCAV).
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