Malformação Linfática Cervical: Diagnóstico e Características

USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2024

Enunciado

Mulher de 15 anos refere nódulo cervical à direita com crescimento progressivo desde bebê. O resultado do exame de imagem e do exame clínico podem ser visualizados a seguir: Com base nessas informações, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) A principal hipótese diagnóstica é de cisto dermoide.
  2. B) A principal hipótese diagnóstica é de malformação linfática.
  3. C) A principal hipótese diagnóstica é de cisto branquial de 2º arco.
  4. D) A principal hipótese diagnóstica é de cisto branquial de 3º arco.

Pérola Clínica

Massa cervical transiluminável + crescimento desde o nascimento = Malformação Linfática.

Resumo-Chave

Malformações linfáticas são lesões congênitas benignas resultantes de falhas no desenvolvimento do sistema linfático, frequentemente presentes ao nascimento ou infância precoce.

Contexto Educacional

As massas cervicais na infância e adolescência exigem uma abordagem sistemática baseada na localização e tempo de evolução. Malformações linfáticas são erros inatos da angiogênese linfática. Diferente dos hemangiomas, elas não involuem espontaneamente e crescem proporcionalmente à criança. O diagnóstico é clínico auxiliado por ultrassonografia (mostrando espaços anecoicos septados) e ressonância magnética para avaliar a extensão profunda e o envolvimento de vias aéreas ou estruturas neurovasculares.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza uma malformação linfática?

São lesões vasculares compostas por canais ou espaços linfáticos dilatados. Podem ser macrocísticas (higroma cístico), microcísticas ou mistas. Clinicamente, apresentam-se como massas macias, compressíveis, sem alterações na pele sobrejacente, e que podem aumentar de tamanho subitamente devido a hemorragia intra-lesional ou infecção.

Como diferenciar de um cisto de fenda branquial?

Os cistos de fenda branquial (mais comumente do 2º arco) localizam-se tipicamente na borda anterior do terço superior ou médio do músculo esternocleidomastoideo. Eles costumam tornar-se evidentes na segunda ou terceira década de vida, muitas vezes após uma infecção respiratória superior, ao contrário das malformações linfáticas que costumam ser notadas desde o nascimento.

Qual o tratamento de escolha?

O tratamento depende do tamanho, localização e sintomas. Opções incluem a escleroterapia (especialmente para lesões macrocísticas), que utiliza agentes como OK-432 ou bleomicina para colapsar os cistos, ou a ressecção cirúrgica, que pode ser desafiadora devido à infiltração em estruturas vitais do pescoço.

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