MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Durante um ultrassom morfológico de segundo trimestre (22 semanas), é identificada uma massa multicística ocupando o lobo inferior do pulmão direito de um feto, associada a um leve desvio do mediastino para a esquerda. O mapeamento com Doppler colorido demonstra que a vascularização da referida massa provém de ramos da artéria pulmonar direita, e não da aorta descendente. Ao nascimento, o neonato evolui com desconforto respiratório progressivo. A análise histopatológica da peça cirúrgica revela uma proliferação excessiva de estruturas bronquiolares terminais, revestidas por epitélio colunar ciliado, com ausência de alvéolos e presença de cartilagem apenas nas vias aéreas proximais normais. Com base no mecanismo embriológico e nos achados descritos, qual é a principal característica que diferencia esta condição de um sequestro pulmonar intralobar?
Ao avaliar uma massa pulmonar no recém-nascido, olhe para o Doppler: se o sangue vem da Aorta, pense em Sequestro. Se vem da Artéria Pulmonar, pense em CPAM.
A Malformação Adenomatóide Cística Pulmonar (CPAM) é uma anomalia do desenvolvimento caracterizada pelo crescimento excessivo de bronquíolos terminais. Diferente do sequestro pulmonar, a CPAM mantém conexão com a árvore brônquica e sua vascularização provém da circulação pulmonar. É classificada em diferentes tipos baseados no tamanho dos cistos e características histológicas. No período pré-natal, o diagnóstico é feito por ultrassonografia, onde se observa uma massa que pode comprimir estruturas adjacentes, causando desvio de mediastino. Após o nascimento, o quadro clínico varia de assintomático a desconforto respiratório progressivo. O manejo depende da gravidade, frequentemente exigindo lobectomia para evitar infecções secundárias e o risco de transformação maligna.
Porque a massa cística não realiza trocas gasosas e pode comprimir o tecido pulmonar normal adjacente, além de causar desvio do mediastino.
O intralobar está dentro do lobo pulmonar e compartilha a pleura visceral; o extralobar possui sua própria pleura e é anatomicamente separado do pulmão.
Principalmente no estágio pseudoglandular (5 a 17 semanas), quando as vias aéreas condutoras estão sendo formadas.
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