Santa Casa de Rondonópolis (MT) — Prova 2023
Em se tratando da malária, assinale a alternativa ERRADA:
Traço falciforme (Hb AS) → proteção contra malária grave por P. falciparum, não maior suscetibilidade ou gravidade.
Pacientes com traço falciforme (hemoglobina AS) possuem uma vantagem seletiva contra a malária por Plasmodium falciparum, apresentando menor parasitemia e menor risco de desenvolver formas graves da doença, ao contrário do que a alternativa D afirma. Esta é uma adaptação genética importante em regiões endêmicas.
A malária é uma doença parasitária grave, causada por protozoários do gênero Plasmodium, transmitida pela picada do mosquito Anopheles. É um problema de saúde pública global, com alta morbidade e mortalidade, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. A compreensão de suas manifestações clínicas, fisiopatologia e fatores de risco é crucial para o diagnóstico e tratamento eficazes. A interação entre a malária e certas condições genéticas, como o traço falciforme (presença de hemoglobina AS), é um exemplo notável de seleção natural. Indivíduos com traço falciforme, embora possam ter alguma anemia, apresentam uma resistência significativa às formas graves da malária por Plasmodium falciparum. Isso ocorre porque os eritrócitos com hemoglobina S são menos favoráveis ao desenvolvimento do parasita e são mais rapidamente destruídos, limitando a parasitemia. O tratamento da malária varia conforme a espécie do Plasmodium e a gravidade da doença. Drogas como a primaquina são essenciais para erradicar as formas hepáticas de P. vivax e P. ovale, prevenindo recaídas. Contudo, seu uso requer cautela em pacientes com deficiência de G6PD, devido ao risco de hemólise. A gravidade da malária por P. falciparum está ligada à alta parasitemia e à capacidade dos eritrócitos infectados de aderir ao endotélio vascular, levando a disfunção orgânica.
O traço falciforme (Hb AS) confere proteção contra a malária grave por Plasmodium falciparum porque os eritrócitos com hemoglobina S são menos hospitaleiros ao parasita, têm menor tempo de vida e são mais facilmente removidos da circulação, reduzindo a carga parasitária.
A malária por Plasmodium malariae é geralmente menos grave que a por P. falciparum, mas pode causar infecções crônicas e é classicamente associada à síndrome nefrótica em crianças, devido à deposição de imunocomplexos nos glomérulos.
A primaquina é um medicamento antimalárico que gera estresse oxidativo. Em pacientes com deficiência de G6PD, a falta dessa enzima impede a proteção dos eritrócitos contra esse estresse, levando à hemólise intravascular grave.
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