UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2023
Paciente do sexo feminino, 50 anos, teve o diagnóstico de malária por Plasmodium falciparum, realizado por gota espessa. A paciente está bem clinicamente, sem necessidade de internação. Qual é o esquema terapêutico para o tratamento desta paciente?
Malária por P. falciparum não complicada: Artemeter + Lumefantrina (esquizonticida) + Primaquina (gametocida).
O tratamento da malária por Plasmodium falciparum não complicada no Brasil segue as diretrizes do Ministério da Saúde, utilizando uma terapia combinada à base de artemisinina (ACT). O esquema padrão inclui Artemeter + Lumefantrina para ação esquizonticida sanguínea e Primaquina para ação gametocida, prevenindo a transmissão.
A malária é uma doença infecciosa febril aguda causada por protozoários do gênero Plasmodium, transmitida pela picada do mosquito Anopheles. O Plasmodium falciparum é a espécie mais virulenta e responsável pela maioria dos casos graves e óbitos. No Brasil, a malária é endêmica na região amazônica, e o diagnóstico precoce e tratamento adequado são fundamentais para controlar a doença e prevenir complicações. O tratamento da malária por Plasmodium falciparum não complicada segue as diretrizes do Ministério da Saúde e baseia-se na terapia combinada à base de artemisinina (ACT), devido à sua alta eficácia e à resistência crescente a outros antimaláricos. O esquema recomendado inclui a combinação de Artemeter e Lumefantrina, que são potentes esquizonticidas sanguíneos, agindo rapidamente para eliminar os parasitas no sangue e aliviar os sintomas. Além do esquema com Artemeter e Lumefantrina, a Primaquina é adicionada para sua ação gametocida. Embora a Primaquina seja crucial para a cura radical de P. vivax e P. ovale (eliminando formas hepáticas), em P. falciparum ela tem o papel de destruir os gametócitos, as formas sexuais do parasita, interrompendo assim a cadeia de transmissão para o mosquito vetor. A dose e duração do tratamento devem ser rigorosamente seguidas para garantir a eficácia e evitar o desenvolvimento de resistência.
No tratamento da malária por P. falciparum, a Primaquina é utilizada como gametocida. Ela age nas formas sexuais do parasita, impedindo sua maturação e, consequentemente, a transmissão da doença para o vetor mosquito.
No Brasil, o esquema mais comum de ACT para malária falciparum não complicada é a combinação de Artemeter e Lumefantrina. Esses medicamentos são esquizonticidas sanguíneos potentes, agindo rapidamente contra as formas assexuadas do parasita.
O diagnóstico padrão-ouro da malária no Brasil é realizado pela microscopia, através da gota espessa e do esfregaço sanguíneo. Esses exames permitem identificar a espécie do Plasmodium e quantificar a parasitemia.
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