SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2024
Doença Hepática Gordurosa associada a Disfunção Metabólica é considerada uma das doenças hepáticas mais comuns no mundo, com uma prevalência relatada de 6 a 35 por cento. Recentemente, houve uma mudança na nomenclatura e definição, estabelecendo melhores seus critérios e evitando a estigmatização associada à terminologia "não alcoólica". Desta forma, assinale a alternativa incorreta conforme esta nova atualização.
Tratamento medicamentoso para MAFLD não é universal; depende do grau de fibrose e risco de progressão.
A alternativa D está incorreta porque a terapia medicamentosa para MAFLD não é recomendada para TODOS os pacientes, independentemente do grau de fibrose. A decisão de iniciar tratamento farmacológico é guiada pela presença de fibrose avançada (F2-F4) ou esteato-hepatite (MASH) com risco de progressão, além das modificações no estilo de vida que são a base do tratamento.
A Doença Hepática Gordurosa associada a Disfunção Metabólica (MAFLD, do inglês Metabolic Dysfunction-Associated Fatty Liver Disease), anteriormente conhecida como Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA ou NAFLD), representa uma mudança significativa na nomenclatura e nos critérios diagnósticos. Essa atualização visa refletir melhor a fisiopatologia da doença, que está intrinsecamente ligada à disfunção metabólica, e reduzir o estigma associado à exclusão do álcool como causa principal. A MAFLD é diagnosticada pela presença de esteatose hepática (confirmada por biópsia, imagem ou biomarcadores) em conjunto com pelo menos um dos seguintes critérios: sobrepeso/obesidade, diabetes mellitus tipo 2, ou evidência de desregulação metabólica em indivíduos com peso normal. A avaliação da fibrose hepática é um passo crítico no manejo da MAFLD, pois é o principal preditor de morbidade e mortalidade. Ferramentas não invasivas como escores clínico-laboratoriais (APRI, FIB-4, NAFLD Fibrosis Score) e elastografia hepática (FibroScan) são amplamente utilizadas para estratificar o risco de fibrose avançada, evitando a necessidade de biópsia em muitos casos. A presença de outras doenças hepáticas (como hepatite viral ou autoimune) ou consumo de álcool não exclui o diagnóstico concomitante de MAFLD, exigindo uma abordagem que considere todos os fatores etiológicos. O pilar do tratamento da MAFLD é a modificação do estilo de vida, com perda de peso (5-10% do peso corporal) através de dieta e exercícios físicos. A terapia medicamentosa, embora promissora, não é universalmente indicada para todos os pacientes. Ela é geralmente considerada para indivíduos com esteato-hepatite (MASH) e fibrose significativa (F2 ou superior), visando prevenir a progressão para cirrose e suas complicações. A decisão de iniciar farmacoterapia deve ser individualizada e baseada na avaliação do risco de progressão da doença, sendo a alternativa D incorreta ao afirmar que a terapia medicamentosa é para todos, independente do grau de fibrose.
MAFLD é definida pela evidência de esteatose hepática (histologia, imagem ou biomarcadores) associada a sobrepeso/obesidade, diabetes tipo 2, ou peso normal/baixo com evidência de desregulação metabólica.
A avaliação da fibrose é crucial para estratificar o risco de progressão da doença e guiar as decisões terapêuticas, especialmente a indicação de tratamento farmacológico.
Não. A terapia medicamentosa é geralmente reservada para pacientes com fibrose avançada ou esteato-hepatite (MASH), enquanto a perda de peso e exercícios são a base para todos.
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