Sarampo: Bloqueio Vacinal e Manejo de Contactantes

SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2022

Enunciado

Mãe trouxe para avaliação no posto de saúde um lactente com 6 meses de idade, que apresentava, há 3 dias, febre, tosse seca, prostração intensa. Evoluiu com exantema inicialmente na face que se estendeu pelo tronco e membros, coriza abundante e hialina e os olhos hiperemiados. Na orofaringe apresentava-se hiperemiada com manchas branco-azuladas e pequenas. Mãe relata que um tio havia chegado de viagem e estava com sintomas semelhantes com suspeita de Sarampo. Como devemos proceder quanto ao bloqueio vacinal?

Alternativas

  1. A) Caracterizando situação de surto, os contactantes gestantes e crianças abaixo dos 6 meses de idade também devem ser vacinados.
  2. B) A aplicação da vacina deve ser realizada no prazo máximo de 5 dias, nos contactantes, apenas no caso confirmado de sarampo.
  3. C) Contatos com idade a partir dos 3 meses até 11 meses e 29 dias devem receber uma dose da vacina tríplice viral válida para a rotina de vacinação.
  4. D) A vacinação de bloqueio deve ser realizada no prazo máximo de até 72 horas após o contato com o caso suspeito ou confirmado de sarampo.

Pérola Clínica

Bloqueio vacinal sarampo: vacinar contactantes suscetíveis em até 72h pós-exposição.

Resumo-Chave

Em caso de suspeita ou confirmação de sarampo, o bloqueio vacinal é uma medida crucial para conter a disseminação da doença. A vacina tríplice viral deve ser administrada aos contactantes suscetíveis em até 72 horas após a exposição, visando conferir proteção ou atenuar a doença. Para lactentes < 6 meses, imunoglobulina pode ser indicada.

Contexto Educacional

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, altamente contagiosa, causada por um vírus RNA da família Paramyxoviridae. Caracteriza-se por febre alta, tosse, coriza, conjuntivite, manchas de Koplik (patognomônicas) e um exantema maculopapular que se inicia na face e se dissemina para o tronco e membros. A doença pode levar a complicações graves, como pneumonia e encefalite, sendo um importante problema de saúde pública, especialmente em populações não vacinadas. Diante de um caso suspeito ou confirmado de sarampo, o bloqueio vacinal é uma estratégia fundamental para controlar a transmissão. A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) deve ser administrada aos contactantes suscetíveis (indivíduos não vacinados ou com esquema vacinal incompleto) no prazo máximo de 72 horas após a exposição. Para lactentes entre 6 e 11 meses de idade, uma dose da vacina é recomendada como bloqueio, porém, esta dose não é considerada válida para o esquema de rotina, que deve ser completado aos 12 e 15 meses. Para residentes, é crucial reconhecer os sinais e sintomas do sarampo e agir rapidamente na notificação e no bloqueio vacinal. A imunoglobulina humana pode ser considerada para contactantes de alto risco (como imunocomprometidos e lactentes menores de 6 meses) que não podem receber a vacina. A vigilância epidemiológica e a alta cobertura vacinal são as principais ferramentas para a erradicação e controle do sarampo.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas do sarampo?

O sarampo se manifesta com febre alta, tosse, coriza, conjuntivite, manchas de Koplik na mucosa oral e exantema maculopapular que se inicia na face e se espalha pelo corpo.

Quem deve receber a vacina de bloqueio contra o sarampo?

Contactantes suscetíveis (não vacinados ou com esquema incompleto) de casos suspeitos ou confirmados de sarampo, com idade a partir de 6 meses, devem receber a vacina tríplice viral em até 72 horas após a exposição.

A vacina de bloqueio em lactentes < 1 ano é válida para o esquema de rotina?

Não, a dose da vacina tríplice viral administrada como bloqueio em lactentes entre 6 e 11 meses de idade é uma dose extra e não substitui as doses de rotina, que devem ser aplicadas aos 12 e 15 meses de idade.

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