SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2022
Mãe trouxe para avaliação no posto de saúde um lactente com 6 meses de idade, que apresentava, há 3 dias, febre, tosse seca, prostração intensa. Evoluiu com exantema inicialmente na face que se estendeu pelo tronco e membros, coriza abundante e hialina e os olhos hiperemiados. Na orofaringe apresentava-se hiperemiada com manchas branco-azuladas e pequenas. Mãe relata que um tio havia chegado de viagem e estava com sintomas semelhantes com suspeita de Sarampo. Como devemos proceder quanto ao bloqueio vacinal?
Bloqueio vacinal sarampo: vacinar contactantes suscetíveis em até 72h pós-exposição.
Em caso de suspeita ou confirmação de sarampo, o bloqueio vacinal é uma medida crucial para conter a disseminação da doença. A vacina tríplice viral deve ser administrada aos contactantes suscetíveis em até 72 horas após a exposição, visando conferir proteção ou atenuar a doença. Para lactentes < 6 meses, imunoglobulina pode ser indicada.
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, altamente contagiosa, causada por um vírus RNA da família Paramyxoviridae. Caracteriza-se por febre alta, tosse, coriza, conjuntivite, manchas de Koplik (patognomônicas) e um exantema maculopapular que se inicia na face e se dissemina para o tronco e membros. A doença pode levar a complicações graves, como pneumonia e encefalite, sendo um importante problema de saúde pública, especialmente em populações não vacinadas. Diante de um caso suspeito ou confirmado de sarampo, o bloqueio vacinal é uma estratégia fundamental para controlar a transmissão. A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) deve ser administrada aos contactantes suscetíveis (indivíduos não vacinados ou com esquema vacinal incompleto) no prazo máximo de 72 horas após a exposição. Para lactentes entre 6 e 11 meses de idade, uma dose da vacina é recomendada como bloqueio, porém, esta dose não é considerada válida para o esquema de rotina, que deve ser completado aos 12 e 15 meses. Para residentes, é crucial reconhecer os sinais e sintomas do sarampo e agir rapidamente na notificação e no bloqueio vacinal. A imunoglobulina humana pode ser considerada para contactantes de alto risco (como imunocomprometidos e lactentes menores de 6 meses) que não podem receber a vacina. A vigilância epidemiológica e a alta cobertura vacinal são as principais ferramentas para a erradicação e controle do sarampo.
O sarampo se manifesta com febre alta, tosse, coriza, conjuntivite, manchas de Koplik na mucosa oral e exantema maculopapular que se inicia na face e se espalha pelo corpo.
Contactantes suscetíveis (não vacinados ou com esquema incompleto) de casos suspeitos ou confirmados de sarampo, com idade a partir de 6 meses, devem receber a vacina tríplice viral em até 72 horas após a exposição.
Não, a dose da vacina tríplice viral administrada como bloqueio em lactentes entre 6 e 11 meses de idade é uma dose extra e não substitui as doses de rotina, que devem ser aplicadas aos 12 e 15 meses de idade.
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