CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2020
Qual alternativa melhor caracteriza a alteração pigmentar foveal ao exame de fundo de olho e o local da desorganização retiniana à tomografia de coerência óptica esperados em um paciente com maculopatia solar?
Maculopatia solar → Hipopigmentação foveal + Lesão na retina externa (OCT).
A maculopatia solar causa dano fotoquímico seletivo na fóvea, resultando em hipopigmentação visível ao fundo de olho e desorganização das camadas externas da retina no OCT.
A maculopatia solar (ou retinopatia fótica) ocorre após exposição direta ao sol, comum em eclipses ou rituais religiosos. O paciente queixa-se de escotoma central e metamorfopsia logo após o evento. O diagnóstico foi aprimorado pelo advento do OCT, que mostra uma lesão característica em 'ampulheta' ou uma interrupção focal da zona elipsoide. Embora a acuidade visual possa melhorar parcialmente em alguns meses, muitos pacientes permanecem com escotomas residuais permanentes devido à natureza irreversível do dano aos fotorreceptores centrais.
O dano ocorre primariamente na retina externa, especificamente na junção dos segmentos internos e externos dos fotorreceptores (zona elipsoide) e no epitélio pigmentado da retina (EPR). No OCT, observa-se uma falha ou 'buraco' lamelar nessas camadas.
Na fase aguda, pode haver um pequeno ponto amarelado na fóvea. Com o tempo, essa lesão evolui para um ponto avermelhado ou hipopigmentado bem delimitado, correspondendo à atrofia focal do EPR e fotorreceptores.
O mecanismo é fotoquímico e não térmico. A absorção de radiação de curto comprimento de onda (luz azul e UV) pelos pigmentos retinianos gera espécies reativas de oxigênio (radicais livres), que causam peroxidação lipídica e morte celular nos fotorreceptores.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo