CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2019
Sobre a maculopatia miópica, pode-se afirmar:
Manchas de Fuchs = Cicatrizes pigmentadas de membranas neovasculares sub-retinianas prévias em míopes.
A maculopatia miópica envolve alterações degenerativas no polo posterior; as manchas de Fuchs são o estágio final cicatricial da neovascularização de coroide.
A maculopatia miópica é uma das principais causas de perda visual progressiva em pacientes com alta miopia (geralmente definida como erro refracional > -6.00D ou comprimento axial > 26.5mm). A fisiopatologia baseia-se no estiramento mecânico da retina, coroide e esclera, levando a alterações degenerativas. As principais manifestações incluem o estafiloma posterior, atrofia coriorretiniana difusa ou em placas, estrias de laca e a neovascularização de coroide. As manchas de Fuchs, descritas historicamente, são o sinal clínico de uma NVC que involuiu, deixando uma cicatriz pigmentada que compromete a visão central de forma irreversível.
As manchas de Fuchs são lesões pigmentadas, circulares ou elípticas, localizadas na mácula de pacientes com alta miopia. Elas representam a fase cicatricial (fibrose e hiperplasia do epitélio pigmentado da retina) após um episódio de neovascularização de coroide (NVC) sub-retiniana.
Estrias de laca são rupturas lineares ou ramificadas na membrana de Bruch, comuns na alta miopia devido ao alongamento excessivo do globo ocular. Elas são precursoras importantes para o desenvolvimento de membranas neovasculares.
O tratamento de escolha para a neovascularização de coroide miópica ativa são as injeções intravítreas de agentes anti-VEGF (como ranibizumabe ou aflibercepte). O prognóstico costuma ser melhor do que na DMRI, exigindo frequentemente menos injeções.
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