Maculopatia Miópica e Manchas de Fuchs: Guia Clínico

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2019

Enunciado

Sobre a maculopatia miópica, pode-se afirmar:

Alternativas

  1. A) Afeta aproximadamente 20% da população míope.
  2. B) As hemorragias arredondadas, descritas como "em moedas", escondem neovascularização em quase todos os casos.
  3. C) As denominadas manchas de Fuchs correspondem a membranas neovasculares cicatrizadas.
  4. D) As membranas neovasculares respondem mal a terapia com antiangiogênicos, que não estão indicados nestes casos.

Pérola Clínica

Manchas de Fuchs = Cicatrizes pigmentadas de membranas neovasculares sub-retinianas prévias em míopes.

Resumo-Chave

A maculopatia miópica envolve alterações degenerativas no polo posterior; as manchas de Fuchs são o estágio final cicatricial da neovascularização de coroide.

Contexto Educacional

A maculopatia miópica é uma das principais causas de perda visual progressiva em pacientes com alta miopia (geralmente definida como erro refracional > -6.00D ou comprimento axial > 26.5mm). A fisiopatologia baseia-se no estiramento mecânico da retina, coroide e esclera, levando a alterações degenerativas. As principais manifestações incluem o estafiloma posterior, atrofia coriorretiniana difusa ou em placas, estrias de laca e a neovascularização de coroide. As manchas de Fuchs, descritas historicamente, são o sinal clínico de uma NVC que involuiu, deixando uma cicatriz pigmentada que compromete a visão central de forma irreversível.

Perguntas Frequentes

O que são as manchas de Fuchs?

As manchas de Fuchs são lesões pigmentadas, circulares ou elípticas, localizadas na mácula de pacientes com alta miopia. Elas representam a fase cicatricial (fibrose e hiperplasia do epitélio pigmentado da retina) após um episódio de neovascularização de coroide (NVC) sub-retiniana.

O que são estrias de laca?

Estrias de laca são rupturas lineares ou ramificadas na membrana de Bruch, comuns na alta miopia devido ao alongamento excessivo do globo ocular. Elas são precursoras importantes para o desenvolvimento de membranas neovasculares.

Como é o tratamento da neovascularização miópica?

O tratamento de escolha para a neovascularização de coroide miópica ativa são as injeções intravítreas de agentes anti-VEGF (como ranibizumabe ou aflibercepte). O prognóstico costuma ser melhor do que na DMRI, exigindo frequentemente menos injeções.

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