Maculopatia Diabética Difusa: Diagnóstico e OCT

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013

Enunciado

Paciente diabético, com baixa da acuidade visual, com evidência de edema macular e poucos exsudatos duros, apresentando na angiofluoresceinografia dilatação capilar universal, com vazamento profuso, abrangendo toda a mácula. No OCT, observa-se espessamento da área foveal de 572 micrômetros no olho direito e de 620 micrômetros no olho esquerdo, com edema cístico em ambos os olhos. O quadro clínico corresponde a maculopatia diabética do tipo:

Alternativas

  1. A) Difuso
  2. B) Focal
  3. C) lsquêmico
  4. D) Secundário a oclusão arterial

Pérola Clínica

Edema macular difuso = vazamento capilar universal + espessamento foveal > 200µm no OCT.

Resumo-Chave

A maculopatia diabética difusa decorre de uma falha generalizada da barreira hematorretiniana interna, resultando em edema cístico e espessamento extenso da mácula.

Contexto Educacional

A maculopatia diabética é a principal causa de perda visual em pacientes com diabetes mellitus. O tipo difuso ocorre quando há uma quebra generalizada da barreira hematorretiniana interna, levando a um vazamento capilar extenso que não se limita a microaneurismas isolados. No exame de angiofluoresceinografia, observa-se uma hiperfluorescência que aumenta em intensidade e área nas fases tardias. O OCT é fundamental para quantificar o espessamento foveal e identificar o padrão cístico, auxiliando na decisão terapêutica. O tratamento geralmente envolve o uso de injeções intravítreas de anti-VEGF ou corticoides, além do controle rigoroso da glicemia e da pressão arterial sistêmica.

Perguntas Frequentes

O que define a maculopatia diabética difusa?

É definida por um espessamento retiniano generalizado na região macular, causado por um vazamento capilar universal e difuso, em vez de pontos focais de microaneurismas. Na angiofluoresceinografia, manifesta-se como uma hiperfluorescência que aumenta em área e intensidade nas fases tardias, frequentemente associada a espaços císticos foveais.

Qual o papel do OCT no edema macular?

O OCT (Tomografia de Coerência Óptica) é o padrão-ouro para quantificar a espessura retiniana e identificar o padrão do edema (esponjoso, cístico ou descolamento seroso). No caso difuso, observa-se um aumento significativo da espessura foveal (frequentemente > 500 micrômetros) e a presença de espaços hiporreflexivos intra-retinianos.

Como diferenciar edema focal de difuso?

O edema focal está associado a áreas delimitadas de vazamento provenientes de microaneurismas ou capilares dilatados específicos, muitas vezes circundados por anéis de exsudatos duros (circinados). O edema difuso apresenta vazamento em toda a rede capilar perifoveal, sem uma fonte pontual clara, e o espessamento é mais extenso.

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