Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2026
Uma criança de 9 meses apresenta perímetro cefálico no p97, mas desde o nascimento acompanha esse canal de crescimento sem desvio. Tem fontanela anterior aberta e desenvolvimento neurológico normal. Nesse momento, a melhor conduta é:
Macrocefalia + DNPM normal + curva estável = variante normal (macrocefalia familiar/benigna).
Se o perímetro cefálico segue o mesmo canal de crescimento desde o nascimento e o desenvolvimento neurológico é normal, a conduta é observação e seguimento clínico.
A avaliação do crescimento craniano é pilar fundamental da puericultura. O perímetro cefálico (PC) deve ser medido em todas as consultas e plotado em curvas de referência (OMS). A macrocefalia é definida como PC > +2 desvios-padrão ou acima do percentil 97 para idade e sexo. O diagnóstico diferencial entre macrocefalia constitucional/familiar e condições patológicas (como hidrocefalia ou tumores) baseia-se na estabilidade da curva e no exame neurológico. Neste caso clínico, a criança apresenta macrocefalia desde o nascimento, sem desvios de canal e com desenvolvimento normal, o que aponta fortemente para uma variante da normalidade. A conduta conservadora evita custos desnecessários e riscos inerentes a procedimentos diagnósticos invasivos ou que exijam sedação em lactentes.
A macrocefalia torna-se preocupante quando há cruzamento de canais de crescimento (ascensão rápida na curva), sinais de hipertensão intracraniana (fontanela abaulada, irritabilidade, vômitos), atraso no desenvolvimento neuropsicomotor ou alterações no exame neurológico focal. Nesses casos, a investigação com imagem (preferencialmente ultrassonografia se fontanela aberta ou RM) é mandatória.
É uma condição comum onde a criança apresenta um perímetro cefálico acima do percentil 95 ou 97, mas mantém uma velocidade de crescimento constante e paralela às curvas de normalidade. Geralmente, um ou ambos os pais também possuem perímetros cefálicos aumentados. O desenvolvimento neurológico é rigorosamente normal e não há necessidade de intervenção cirúrgica ou exames complexos.
A ultrassonografia transfontanelar é um excelente método de triagem inicial em lactentes com fontanela anterior aberta para excluir hidrocefalia ou coleções extra-axiais. No entanto, se a criança é assintomática, tem desenvolvimento normal e a curva de crescimento é estável desde o nascimento, o exame pode ser dispensado em favor do seguimento clínico mensal.
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