UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2020
Mulher, 35 anos, apresenta cefaleia e hemianopsia bitemporal. Ressonância Magnética da Sela Turca demonstra lesão nodular hipocaptante de 2,5 cm de maior diâmetro, de localização selar, com extensão suprasselar, e compressão do quiasma óptico. O diagnóstico principal para esse quadro é:
Cefaleia + hemianopsia bitemporal + lesão selar > 1cm = Macroadenoma hipofisário.
A tríade de cefaleia, hemianopsia bitemporal e uma lesão selar/suprasselar maior que 1 cm na RM é classicamente indicativa de macroadenoma hipofisário, que comprime o quiasma óptico, causando o déficit visual característico.
Os adenomas hipofisários são tumores benignos que se originam na glândula hipófise. São classificados como microadenomas (<1 cm) ou macroadenomas (≥1 cm). Os macroadenomas são clinicamente significativos devido ao seu potencial de causar sintomas por efeito de massa, como compressão de estruturas adjacentes, e por disfunção hormonal, seja por hipersecreção ou hipopituitarismo. O quadro clínico apresentado – cefaleia e hemianopsia bitemporal em uma mulher de 35 anos – é altamente sugestivo de um macroadenoma hipofisário. A cefaleia é um sintoma comum devido ao estiramento da dura-máter. A hemianopsia bitemporal é o déficit visual clássico, resultante da compressão do quiasma óptico, que se localiza superiormente à sela turca, pelas fibras nasais cruzadas. A Ressonância Magnética da sela turca, demonstrando uma lesão nodular hipocaptante de 2,5 cm com extensão suprasselar e compressão do quiasma óptico, corrobora o diagnóstico de macroadenoma hipofisário. Embora outras lesões selares (como craniofaringeomas, meningeomas ou cistos) possam ocorrer, o macroadenoma é a causa mais frequente de lesões selares com compressão quiasmática em adultos, tornando-o o diagnóstico principal neste cenário.
Os sintomas mais comuns de um macroadenoma hipofisário incluem cefaleia, distúrbios visuais como a hemianopsia bitemporal devido à compressão do quiasma óptico, e sintomas endócrinos decorrentes de hipopituitarismo ou hipersecreção hormonal (ex: galactorreia em prolactinomas).
A hemianopsia bitemporal ocorre porque o macroadenoma, ao crescer superiormente, comprime as fibras nasais cruzadas do quiasma óptico. Essas fibras são responsáveis pela visão dos campos temporais de ambos os olhos, resultando na perda da visão lateral.
A Ressonância Magnética (RM) da sela turca com contraste é o exame de imagem de escolha para o diagnóstico de macroadenomas hipofisários. Ela permite visualizar a lesão, sua extensão (selar e suprasselar) e a relação com estruturas adjacentes, como o quiasma óptico.
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