INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2019
Na avaliação de pacientes vítima de trauma músculo-esquelético, é importante a avaliação de lesões associadas a certos tipos de fraturas ou luxações. Se um paciente apresenta luxação posterior de quadril, ela está associada à lesão do(a):
Luxação posterior quadril → alta associação com lesão nervo ciático.
A luxação posterior do quadril é uma emergência ortopédica que frequentemente resulta de traumas de alta energia. Devido à proximidade anatômica, o nervo ciático é o nervo mais comumente lesado nessas luxações, podendo levar a déficits motores e sensitivos na perna e pé.
A luxação posterior do quadril é a forma mais comum de luxação do quadril, representando cerca de 90% dos casos. Geralmente é causada por traumas de alta energia, como acidentes automobilísticos, onde o joelho atinge o painel com o quadril fletido e aduzido. A importância clínica reside na necessidade de redução urgente para minimizar o risco de complicações. A principal complicação neurológica associada à luxação posterior do quadril é a lesão do nervo ciático (também conhecido como nervo isquiático), devido à sua proximidade com a articulação. O nervo ciático é o maior nervo do corpo e é responsável pela inervação motora e sensitiva da parte posterior da coxa e de toda a perna e pé. A lesão pode variar de neuropraxia a axonotmese ou neurotmese, manifestando-se como dor, parestesia ou fraqueza nos músculos inervados. O diagnóstico da lesão do nervo ciático é clínico, através da avaliação da função motora e sensitiva do membro inferior afetado. O tratamento inicial é a redução fechada da luxação o mais rápido possível, idealmente em menos de 6 horas, para evitar necrose avascular da cabeça femoral e minimizar a compressão nervosa. O prognóstico da lesão nervosa depende da gravidade e do tempo de compressão.
Os sinais incluem dor, parestesia (dormência ou formigamento) na parte posterior da coxa, perna e pé, e fraqueza ou paralisia dos músculos inervados pelo nervo ciático, como os músculos da panturrilha e os responsáveis pela dorsiflexão e flexão plantar do pé.
A avaliação neurológica é crucial para identificar precocemente lesões nervosas associadas, como a do nervo ciático, que podem impactar o prognóstico funcional do paciente. O registro do status neurológico antes e após a redução é fundamental.
O nervo ciático passa posteriormente à articulação do quadril, próximo à cabeça femoral. Em luxações posteriores, a cabeça femoral é deslocada para trás, podendo comprimir, estirar ou até mesmo lacerar o nervo ciático devido à força do trauma.
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