Luxação Posterior do Quadril: Sinais no Exame Físico

HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2020

Enunciado

Mulher foi vítima de acidente automobilístico com trauma ao nível do joelho esquerdo e quadril esquerdo. Na radiografia foi constatada luxação posterior do quadril esquerdo, sem fraturas. Além do encurtamento, o que se espera encontrar no exame físico do membro inferior esquerdo?

Alternativas

  1. A) Abdução e rotação externa
  2. B) Abdução e rotação interna
  3. C) Flexão, adução e rotação externa
  4. D) Flexão, adução e rotação interna

Pérola Clínica

Luxação posterior quadril → membro em flexão, adução e rotação interna + encurtamento.

Resumo-Chave

A luxação posterior do quadril é a mais comum (cerca de 90% dos casos) e tipicamente resulta de trauma de alta energia, como acidentes automobilísticos. No exame físico, o membro afetado classicamente se apresenta encurtado, em flexão, adução e rotação interna, devido à ação dos músculos intactos e ao deslocamento da cabeça femoral.

Contexto Educacional

A luxação do quadril é uma emergência ortopédica grave, frequentemente associada a traumas de alta energia, como acidentes automobilísticos. A luxação posterior é a mais comum, representando cerca de 90% dos casos, e ocorre quando a cabeça femoral é deslocada posteriormente em relação ao acetábulo. A importância clínica reside no risco significativo de complicações graves se não for diagnosticada e tratada prontamente. A fisiopatologia da luxação posterior geralmente envolve uma força axial aplicada ao fêmur com o quadril em flexão, adução e rotação interna (ex: joelho batendo no painel do carro). No exame físico, além do encurtamento do membro afetado, a apresentação clássica é de flexão, adução e rotação interna do quadril. Essa posição é resultado da ação dos músculos intactos que tracionam o fêmur para essa configuração após o deslocamento. É fundamental suspeitar dessa lesão em qualquer paciente com trauma de quadril ou joelho de alta energia. O tratamento primordial é a redução fechada de emergência, idealmente dentro de 6 horas do trauma, para minimizar o risco de necrose avascular da cabeça do fêmur, uma complicação devastadora. Após a redução, a estabilidade do quadril deve ser avaliada e exames de imagem (radiografias e, se necessário, tomografia) devem ser realizados para descartar fraturas associadas ou corpos livres intra-articulares. O prognóstico depende da rapidez da redução, da presença de fraturas associadas e da ocorrência de complicações como necrose avascular ou lesão do nervo ciático.

Perguntas Frequentes

Quais são os mecanismos mais comuns de luxação posterior do quadril?

A luxação posterior do quadril geralmente ocorre por trauma de alta energia, como acidentes automobilísticos, onde o joelho atinge o painel, transmitindo força axial ao fêmur com o quadril fletido e aduzido.

Quais são as principais complicações da luxação posterior do quadril?

As principais complicações incluem necrose avascular da cabeça do fêmur (devido à interrupção do suprimento sanguíneo), lesão do nervo ciático (causando déficit motor e sensitivo) e osteoartrite pós-traumática.

Qual a importância da redução precoce na luxação posterior do quadril?

A redução precoce da luxação (idealmente em até 6 horas) é crucial para minimizar o risco de necrose avascular da cabeça do fêmur e outras complicações, pois o tempo de isquemia é um fator determinante.

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