HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2019
Adolescente de 14 anos estava andando de skate na rua e foi atingida por um motociclista em alta velocidade. Foi atendida pelo Serviço Médico de Urgência (SAMU). Durante avaliação inicial, feita pelo médico assistente, estava consciente, eupnéica e queixava-se de muita dor no pescoço e na coxa direita. Foi colocada na maca e imobilizada com tala inguinopodálica no membro inferior direito e enfaixamento com atadura de crepom na coxa do mesmo lado. Também foi colocado um colar cervical, visando imobilizar a coluna cervical em extensão. No caso descrito, que lesão mais facilmente poderia levar à transecção medular e ao óbito?
Luxação atlanto-occipital: lesão cervical mais instável, alto risco de transecção medular e óbito.
A luxação atlanto-occipital é uma lesão extremamente grave e instável da coluna cervical superior, frequentemente associada a trauma de alta energia. Ela representa uma separação entre o crânio e a coluna cervical, resultando em alto risco de lesão medular e óbito.
O trauma raquimedular cervical é uma das lesões mais devastadoras, com potencial para causar morbidade e mortalidade significativas. A avaliação e o manejo iniciais adequados, especialmente no cenário pré-hospitalar, são cruciais para prevenir o agravamento das lesões e otimizar o prognóstico do paciente. A luxação atlanto-occipital é a lesão cervical mais grave e instável, caracterizada pela separação da base do crânio do atlas (C1). Geralmente resulta de traumas de alta energia, como acidentes automobilísticos ou quedas de altura, e está associada a uma alta taxa de mortalidade devido à proximidade com o tronco cerebral e a medula espinhal superior. A imobilização cervical em posição neutra é um pilar do atendimento pré-hospitalar em pacientes com suspeita de trauma cervical. O diagnóstico definitivo é feito por exames de imagem, como tomografia computadorizada. O manejo visa a estabilização e proteção das vias aéreas, além da prevenção de lesões secundárias.
Sinais de alerta incluem dor no pescoço, parestesias ou fraqueza nos membros, deformidade cervical, priapismo e alteração do nível de consciência. A imobilização cervical é mandatória até exclusão de lesão.
A luxação atlanto-occipital envolve a separação entre o crânio e a primeira vértebra cervical (atlas), resultando em instabilidade extrema e alto risco de lesão do tronco cerebral e medula espinhal superior, levando à parada respiratória e óbito.
A imobilização cervical adequada, com colar cervical e prancha rígida, é crucial para prevenir o agravamento de lesões cervicais instáveis durante o transporte, minimizando o risco de lesão medular secundária.
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