HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2020
Gestante com 32 semanas de gestação apresenta quadro clínico importante de virilização. O diagnóstico mais provável é:
Luteoma gravídico → tumor benigno ovariano, causa virilização materna/fetal na gestação.
O luteoma gravídico é uma proliferação benigna de células teca-luteínicas no ovário, estimulada pela gonadotrofina coriônica humana (hCG). Pode causar virilização materna e, em até 30% dos casos, virilização do feto feminino devido à produção excessiva de andrógenos.
O luteoma gravídico é uma condição rara, mas importante, caracterizada pela hiperplasia nodular das células teca-luteínicas do ovário, induzida pela estimulação hormonal da gravidez. Embora benigno e autolimitado, é a causa mais comum de virilização materna e fetal durante a gestação, especialmente no segundo e terceiro trimestres. A compreensão de sua fisiopatologia e apresentação clínica é crucial para o diagnóstico correto e manejo adequado, evitando intervenções desnecessárias. A virilização materna manifesta-se por hirsutismo, acne, alopecia e engrossamento da voz, enquanto a virilização fetal feminina pode levar à ambiguidade genital. O diagnóstico é frequentemente suspeitado pela clínica e confirmado por exames de imagem (ultrassonografia) que revelam massas ovarianas multicísticas ou sólidas, e níveis elevados de testosterona. É fundamental diferenciar o luteoma de outros tumores ovarianos, como os de células de Sertoli-Leydig, que são malignos e requerem tratamento cirúrgico. O manejo do luteoma gravídico é geralmente expectante, com acompanhamento clínico e ultrassonográfico. A regressão espontânea ocorre no pós-parto, com normalização dos níveis hormonais e melhora dos sintomas de virilização. A cirurgia é reservada para casos de complicações agudas, como torção ovariana ou ruptura. O acompanhamento do recém-nascido feminino é importante para avaliar a necessidade de correção cirúrgica da ambiguidade genital, se presente.
Os sinais incluem hirsutismo, acne, engrossamento da voz e clitoromegalia. A virilização pode ser progressiva durante a gestação.
O risco é de até 30% para fetos femininos, manifestando-se como ambiguidade genital ao nascimento. É crucial o acompanhamento ultrassonográfico.
O diagnóstico diferencial inclui outros tumores ovarianos produtores de andrógenos, como o tumor de células de Sertoli-Leydig, mas o luteoma é o mais comum na gestação e geralmente regride pós-parto.
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