UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Adolescente com diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico será submetido a pulsoterapia com metilprednisolona. Deve receber albendazol, 400 mg/dia, por 3 dias, antes de instituída a terapia imunossupressora, para prevenir complicações por
Imunossupressão (corticoides) em pacientes de áreas endêmicas → Profilaxia para Strongyloides com Albendazol.
Pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico que serão submetidos a pulsoterapia com metilprednisolona (imunossupressão) devem receber profilaxia com albendazol, especialmente se residem ou viajaram para áreas endêmicas. Isso previne a síndrome de hiperinfecção ou estrongiloidíase disseminada por Strongyloides stercoralis, uma complicação grave e potencialmente fatal em imunossuprimidos.
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica que frequentemente requer tratamento com imunossupressores, incluindo corticoides em altas doses (pulsoterapia com metilprednisolona). Embora esses tratamentos sejam essenciais para controlar a atividade da doença, eles aumentam significativamente o risco de infecções oportunistas. Uma das infecções mais temidas em pacientes imunossuprimidos, especialmente aqueles que vivem ou visitaram áreas endêmicas, é a estrongiloidíase causada por Strongyloides stercoralis. Este parasita tem a capacidade única de realizar um ciclo de autoinfecção, o que significa que as larvas podem se desenvolver no hospedeiro e reinfectá-lo sem a necessidade de um ciclo externo. Em um paciente imunocompetente, esse ciclo é geralmente controlado. No entanto, sob imunossupressão, particularmente com corticoides, o ciclo de autoinfecção pode se descontrolar, levando à síndrome de hiperinfecção ou à estrongiloidíase disseminada. Nestas condições, há uma proliferação massiva de larvas que invadem múltiplos órgãos, resultando em sepse por bactérias entéricas e uma taxa de mortalidade extremamente alta. Por essa razão, a profilaxia com albendazol (ou ivermectina) antes do início da imunossupressão é uma medida crucial para prevenir essa complicação devastadora.
Em pacientes imunossuprimidos, especialmente aqueles em uso de corticoides, o ciclo de autoinfecção do Strongyloides stercoralis pode ser acelerado e descontrolado, levando à síndrome de hiperinfecção ou à estrongiloidíase disseminada, com alta carga parasitária e invasão de múltiplos órgãos, resultando em sepse e alta mortalidade.
Pacientes que residem ou viajaram para áreas endêmicas de Strongyloides stercoralis e que serão submetidos a imunossupressão (especialmente com corticoides em altas doses ou por tempo prolongado) devem receber profilaxia, mesmo que assintomáticos ou com exames parasitológicos negativos.
O albendazol atua inibindo a polimerização da tubulina nos parasitas, o que interfere na captação de glicose e no metabolismo energético, levando à imobilização e morte do helminto. É um antiparasitário de amplo espectro, eficaz contra Strongyloides stercoralis.
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