Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021
É CORRETO afirmar sobre lúpus eritematoso sistêmico pediátrico (LESp):
LESp = doença autoimune multissistêmica, crônica, grave, com ANA/anti-dsDNA e deposição de imunocomplexos, com fases de ativação/remissão.
O Lúpus Eritematoso Sistêmico Pediátrico (LESp) é uma doença autoimune crônica e multissistêmica que, ao contrário do adulto, tende a ser mais grave em crianças, com maior acometimento orgânico. É caracterizado pela produção de autoanticorpos e deposição de imunocomplexos, levando a inflamação e dano tecidual em praticamente qualquer órgão.
O Lúpus Eritematoso Sistêmico Pediátrico (LESp) é uma doença autoimune crônica e multissistêmica que se manifesta antes dos 18 anos de idade. Embora menos comum que no adulto, o LESp é frequentemente mais grave, com maior prevalência de acometimento de órgãos vitais como rins e sistema nervoso central, e um curso clínico mais agressivo. A compreensão de sua fisiopatologia e manifestações é fundamental para o diagnóstico precoce e manejo adequado, visando minimizar o dano orgânico e melhorar a qualidade de vida. A fisiopatologia do LESp envolve uma complexa interação de fatores genéticos, ambientais e imunológicos. Caracteriza-se pela perda da tolerância imunológica, levando à produção de autoanticorpos, como os anticorpos antinucleares (ANA) e, mais especificamente, o anti-DNA de cadeia dupla (anti-dsDNA). A deposição desses imunocomplexos em diversos tecidos ativa o sistema complemento e desencadeia uma resposta inflamatória que pode afetar praticamente qualquer órgão ou sistema, incluindo pele, articulações, rins, sistema nervoso, hematológico e cardiovascular. O diagnóstico do LESp é clínico e laboratorial, baseado nos critérios de classificação e na exclusão de outras condições. O tratamento é individualizado, geralmente envolvendo corticosteroides, imunossupressores (como micofenolato mofetil, azatioprina, ciclofosfamida) e, em casos refratários, terapias biológicas. O acompanhamento multidisciplinar é essencial, com monitoramento rigoroso da atividade da doença, prevenção de surtos e manejo das complicações, especialmente a nefrite lúpica, que pode levar à insuficiência renal crônica se não tratada adequadamente.
O LESp tende a ser mais grave, com maior frequência de acometimento renal e neurológico, e um curso mais agressivo. A prevalência em meninas é menor antes da puberdade, e a doença raramente ocorre antes dos 5 anos.
Os anticorpos antinucleares (ANA) são altamente sensíveis, e o anti-DNA de cadeia dupla (anti-dsDNA) é um marcador específico, especialmente para nefrite lúpica, sendo útil no diagnóstico e monitoramento da atividade da doença.
A biópsia renal é crucial para classificar a nefrite lúpica, avaliar a extensão do dano e guiar o tratamento, pois a doença renal é uma das principais causas de morbidade e mortalidade no LESp, podendo evoluir para insuficiência renal crônica.
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