Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2022
Sobre o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), é CORRETO afirmar que:
Artrites/artralgias são as manifestações mais comuns e precoces do LES, afetando >80% dos pacientes.
As manifestações musculoesqueléticas, como artrites e artralgias, são extremamente prevalentes no Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), sendo frequentemente os primeiros sintomas que levam o paciente a buscar atendimento médico. Embora não sejam específicas, sua alta frequência as torna um ponto chave na suspeita diagnóstica.
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica e multissistêmica, caracterizada pela produção de autoanticorpos e disfunção imune, que pode afetar virtualmente qualquer órgão ou sistema. Sua epidemiologia mostra maior prevalência em mulheres jovens em idade fértil e em certas etnias. A importância clínica reside na sua heterogeneidade de apresentação e no potencial de causar danos orgânicos irreversíveis se não for diagnosticado e tratado adequadamente. A fisiopatologia do LES envolve uma complexa interação entre fatores genéticos, ambientais e hormonais, levando à perda da tolerância imunológica e à ativação de linfócitos B e T, com produção de autoanticorpos e formação de imunocomplexos que se depositam nos tecidos. O diagnóstico é baseado em critérios clínicos e laboratoriais, sendo o FAN (anticorpos antinucleares) um teste de triagem altamente sensível. No entanto, anticorpos mais específicos como anti-dsDNA e anti-Sm são cruciais para a confirmação. As manifestações clínicas são variadas, mas as artrites e artralgias são as mais frequentes e precoces, afetando mais de 80% dos pacientes. Outras manifestações comuns incluem lesões cutâneas (rash malar, fotossensibilidade), serosite, envolvimento renal (nefrite lúpica), hematológico, neurológico e cardiovascular. O tratamento é individualizado, visando controlar a inflamação, prevenir danos orgânicos e melhorar a qualidade de vida, utilizando imunossupressores e corticosteroides.
As manifestações musculoesqueléticas mais comuns são artralgias (dor nas articulações) e artrites (inflamação articular), que afetam mais de 80% dos pacientes e podem ser migratórias, simétricas e não erosivas.
O FAN é um teste de triagem altamente sensível para LES, estando presente em mais de 95% dos pacientes. No entanto, não é específico, podendo ser positivo em outras doenças autoimunes ou em indivíduos saudáveis, exigindo a pesquisa de anticorpos mais específicos como anti-dsDNA e anti-Sm.
Sim, o envolvimento renal, conhecido como nefrite lúpica, é uma das manifestações mais graves e comuns do LES, ocorrendo em cerca de 50-60% dos pacientes e sendo um importante preditor de morbimortalidade.
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