INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021
Pode-se afirmar, em relação ao Lúpus Eritematoso Sistêmico na gestação, que na maioria dos casos as exacerbações com manifestações leves da doença (predominantemente cutâneo articulares) ocorrem no:
Exacerbações leves de LES na gestação (cutâneo-articulares) ocorrem mais frequentemente no 3º trimestre.
A gestação em pacientes com LES é de alto risco e exige acompanhamento rigoroso. Embora exacerbações possam ocorrer em qualquer período, as manifestações leves, como as cutâneo-articulares, são mais comuns no terceiro trimestre, possivelmente devido às alterações hormonais e imunológicas.
A gestação em pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é considerada de alto risco e exige um acompanhamento multidisciplinar rigoroso. As alterações hormonais e imunológicas da gravidez podem influenciar a atividade da doença, tornando o manejo desafiador. É fundamental que a doença esteja em remissão por pelo menos 6 meses antes da concepção para otimizar os resultados maternos e fetais. As exacerbações do LES podem ocorrer durante a gestação e no puerpério. Embora o puerpério seja um período de risco para exacerbações mais graves, as manifestações leves da doença, como as cutâneo-articulares (artralgia, rash cutâneo), são mais frequentemente observadas no terceiro trimestre. Isso pode ser atribuído a flutuações hormonais e ao aumento da carga imunológica. O manejo da gestação em pacientes com LES envolve a monitorização contínua da atividade da doença, ajuste de medicações (evitando teratogênicos), e vigilância para complicações obstétricas como pré-eclâmpsia, restrição de crescimento intrauterino e parto prematuro. O conhecimento dos padrões de exacerbação é vital para o planejamento terapêutico e aconselhamento da paciente.
As exacerbações de Lúpus Eritematoso Sistêmico podem ocorrer em qualquer fase da gestação e no puerpério. As manifestações leves, predominantemente cutâneo-articulares, são mais frequentes no terceiro trimestre.
Pacientes com LES na gestação têm maior risco de pré-eclâmpsia, restrição de crescimento intrauterino, parto prematuro, aborto espontâneo e exacerbações da doença materna, especialmente se a doença estiver ativa no momento da concepção.
O planejamento gestacional é crucial para pacientes com LES, idealmente com a doença em remissão por pelo menos 6 meses antes da concepção, para minimizar os riscos maternos e fetais e otimizar o manejo da medicação.
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