SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2021
Gestante com lúpus eritematoso sistêmico (LES):
LES na gestação: Hidroxicloroquina e ciclosporina são seguras e devem ser mantidas.
Em gestantes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), a hidroxicloroquina é considerada segura e deve ser mantida, pois reduz o risco de exacerbações da doença e melhora os desfechos gestacionais. A ciclosporina também é uma opção segura para manutenção ou tratamento de atividade da doença durante a gravidez.
A gravidez em pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é considerada de alto risco e exige um manejo cuidadoso e multidisciplinar. O objetivo principal é manter a doença em remissão para otimizar os desfechos maternos e fetais. É fundamental que a gestação seja planejada durante um período de baixa atividade da doença. Em relação ao tratamento, a hidroxicloroquina é a medicação de base e deve ser mantida durante toda a gestação, pois é segura e comprovadamente reduz o risco de exacerbações do LES e melhora os desfechos gestacionais. A ciclosporina também é considerada segura e pode ser utilizada para controle da atividade da doença. Corticosteroides, como a prednisona, são frequentemente usados para tratar exacerbações, e em doses imunossupressoras, podem ser necessários, com monitoramento dos riscos como diabetes gestacional. Anti-inflamatórios não hormonais (AINH) devem ser evitados, especialmente no terceiro trimestre, devido ao risco de fechamento prematuro do ducto arterioso e oligodrâmnio. A resolução da gestação por cesariana não é uma indicação universal, sendo a via de parto determinada por indicações obstétricas. A suspensão de todas as medicações é um erro grave que pode levar a um flare da doença, com consequências deletérias para a mãe e o feto.
A hidroxicloroquina é o medicamento mais seguro e recomendado para manutenção durante a gravidez. Corticosteroides em doses baixas a moderadas e imunossupressores como azatioprina e ciclosporina também são geralmente considerados seguros.
Manter o tratamento adequado do LES durante a gravidez é crucial para controlar a atividade da doença materna, prevenir exacerbações e melhorar os desfechos gestacionais, reduzindo riscos como pré-eclâmpsia, restrição de crescimento fetal e parto prematuro.
Medicamentos como metotrexato, micofenolato de mofetila, ciclofosfamida e AINEs (especialmente no terceiro trimestre) são contraindicados devido aos riscos de teratogenicidade ou efeitos adversos fetais.
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