UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2021
Mulher, 22 anos, com queixa de poliartrite simétrica de mãos, punhos e joelhos há 1 mês; emagrecimento de 6 kg; febre baixa e prostração; apresentou lesões de pele avermelhadas em face, tronco e braços, principalmente após exposição solar, que persistiram. Refere, também, que ao mesmo tempo surgiram aftas orais e queda de cabelo. Há 2 meses, terminou o noivado de um relacionamento de 8 anos. Diante do caso clínico, qual o diagnóstico mais provável e o exame mais específico para esse diagnóstico?
Lúpus = poliartrite + lesões pele fotossensíveis + aftas + queda cabelo + sintomas sistêmicos; anti-Sm é o mais específico.
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune multissistêmica com manifestações variadas. O quadro clínico descrito (poliartrite, lesões de pele fotossensíveis, aftas, queda de cabelo, sintomas constitucionais) é altamente sugestivo de LES. O anticorpo anti-Sm é o mais específico para o diagnóstico de LES, embora o FAN seja mais sensível.
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica, inflamatória e multissistêmica, caracterizada pela produção de autoanticorpos contra diversos componentes celulares. Afeta predominantemente mulheres em idade fértil e apresenta uma ampla gama de manifestações clínicas, tornando seu diagnóstico um desafio. A etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, hormonais e ambientais. O diagnóstico do LES é baseado em critérios clínicos e laboratoriais. As manifestações clínicas comuns incluem artrite (poliartrite simétrica), lesões cutâneas (eritema malar, lesões discoides, fotossensibilidade), úlceras orais, serosite (pleurite, pericardite), alterações renais (nefrite lúpica), neurológicas, hematológicas e sintomas constitucionais como febre, fadiga e perda de peso. A presença de múltiplos sistemas envolvidos e a cronicidade dos sintomas são sugestivas. Laboratorialmente, o Fator Antinuclear (FAN) é o teste de triagem mais sensível (positivo em mais de 95% dos casos), mas não é específico. Para confirmar o diagnóstico, são pesquisados anticorpos mais específicos, como o anti-DNA de dupla hélice (anti-dsDNA), que está associado à atividade da doença e à nefrite lúpica, e o anti-Sm (anti-Smith), considerado o anticorpo mais específico para o LES, embora presente em apenas 20-30% dos pacientes. O tratamento visa controlar a inflamação e prevenir danos aos órgãos, utilizando anti-inflamatórios, antimaláricos, corticoides e imunossupressores.
O LES é uma doença multissistêmica que pode apresentar poliartrite, lesões cutâneas (eritema malar, lesões discoides, fotossensibilidade), úlceras orais, queda de cabelo, serosite, nefrite, alterações hematológicas e sintomas constitucionais como febre e fadiga.
O Fator Antinuclear (FAN) é altamente sensível para LES (presente em >95% dos casos), mas pouco específico, podendo ser positivo em outras condições. Já o anticorpo anti-Sm é o mais específico para LES, confirmando o diagnóstico quando positivo, embora seja menos sensível (presente em 20-30% dos pacientes).
Outros autoanticorpos relevantes incluem o anti-DNA de dupla hélice (anti-dsDNA), que está associado à atividade da doença e à nefrite lúpica, anti-Ro/SSA e anti-La/SSB (associados à síndrome de Sjögren e lúpus neonatal), e anti-RNP (associado à doença mista do tecido conjuntivo).
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