PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
Leia o relato do caso clínico e analise as tabelas a seguir. Paciente, sexo feminino, 56 anos de idade, tem diagnóstico de lúpus eritematoso sistémico com envolvimento cutâneo-articular-renal há 40 anos. Fez uso de pulso de metilprednisolona e ciclofosfamida. Atualmente em uso de hidroxicloroquina 400 mg/d e prednisona 5 mg/dia (faz uso desde o diagnóstico). É tabagista 36 anos/maço, nega exercício físico. Os resultados dos exames complementares são mostrados nas tabelas a seguir. De acordo com o relato do caso e com os dados apresentados nas Tabelas, qual é a recomendação para o caso?
LES + uso crônico de corticoide + T-score < -2.5 (osteoporose) → Cálcio, Vit D e Denosumabe (alto risco fratura).
Pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), especialmente aqueles em uso crônico de corticosteroides, apresentam alto risco de osteoporose. A densitometria óssea é crucial para o diagnóstico. Em casos de osteoporose estabelecida e alto risco de fratura, além de cálcio e vitamina D, terapias como o denosumabe são indicadas.
Pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) frequentemente enfrentam múltiplas comorbidades, e a osteoporose é uma das mais prevalentes e debilitantes, especialmente naqueles com uso crônico de glicocorticoides. A doença inflamatória crônica em si, juntamente com o tratamento imunossupressor, contribui significativamente para a perda de massa óssea. Fatores de risco adicionais, como tabagismo e sedentarismo, presentes no caso clínico, exacerbam ainda mais essa condição. O diagnóstico da osteoporose é feito principalmente pela densitometria óssea, que avalia a densidade mineral óssea (DMO) e classifica a condição com base no T-score. Um T-score de -2.5 ou menos em qualquer sítio (coluna lombar, fêmur total ou colo do fêmur) confirma o diagnóstico de osteoporose. No caso apresentado, a paciente, com LES de longa data, uso crônico de prednisona e tabagismo, provavelmente apresenta um T-score indicativo de osteoporose, colocando-a em alto risco de fraturas. O manejo da osteoporose em pacientes com LES e uso de glicocorticoides requer uma abordagem agressiva. Além da suplementação de cálcio e vitamina D, que são a base do tratamento, a escolha do agente farmacológico depende do risco de fratura. Para pacientes com osteoporose estabelecida e alto risco de fratura, como é o caso, bisfosfonatos (como alendronato ou ácido zoledrônico) ou agentes mais potentes como o denosumabe são indicados. O denosumabe, um anticorpo monoclonal que inibe a reabsorção óssea, é uma excelente opção para pacientes com alto risco de fratura, especialmente aqueles com osteoporose induzida por glicocorticoides.
Fatores incluem o uso crônico de corticosteroides, a própria atividade inflamatória do LES, imobilização, deficiência de vitamina D e fatores de estilo de vida como tabagismo e sedentarismo.
A densitometria óssea é o exame padrão-ouro para diagnosticar osteoporose (T-score ≤ -2.5) e osteopenia (T-score entre -1.0 e -2.5), sendo essencial para monitorar a perda óssea e guiar as decisões terapêuticas.
O denosumabe é indicado em pacientes com osteoporose estabelecida (T-score ≤ -2.5) e alto risco de fratura, especialmente naqueles com intolerância ou contraindicação a bisfosfonatos, ou que não respondem adequadamente a eles, como no caso de uso crônico de glicocorticoides.
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