Lúpus Eritematoso Sistêmico: Critérios Diagnósticos ACR

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2023

Enunciado

Embora o Lupus Eritematoso sistêmico seja mais comum entre mulheres entre 20 e 40 anos, cerca de 5% dos casos ocorrem na infância. Segundo o Colégio Americano de Reumatologia são necessários pelo menos 4 critérios para o diagnóstico desta doença, que são:

Alternativas

  1. A) rash malar, plaquetopenia (<100.000/mm³), anti-Sm Positivo e úlceras Orais/nasofaringeas. 
  2. B) atrofia muscular, poliartrite, leucocitose (>20.000 em 2 ocasiões) e contagem de CD4<50. 
  3. C) disfagia, sinal de Gottron, plaquetopenia (<150.000/mm³) e rash cutâneo. 
  4. D) anemia ferropriva acentuada, livedo reticular, prurido e rash cutâneo. 

Pérola Clínica

Diagnóstico LES (ACR) ≥ 4 critérios: rash malar, úlceras orais, plaquetopenia, anti-Sm são exemplos.

Resumo-Chave

O diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é clínico-laboratorial, baseado nos critérios do Colégio Americano de Reumatologia (ACR) ou EULAR/ACR, que incluem manifestações cutâneas, hematológicas, imunológicas e outras. A presença de pelo menos 4 critérios é fundamental para a classificação.

Contexto Educacional

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica, multissistêmica, de etiologia desconhecida, caracterizada pela produção de autoanticorpos e disfunção imune. Embora mais prevalente em mulheres jovens, pode afetar qualquer idade, incluindo a infância, onde os casos tendem a ser mais graves. O diagnóstico do LES é um desafio devido à sua heterogeneidade clínica e à ausência de um único teste diagnóstico. Por isso, são utilizados critérios de classificação, como os do Colégio Americano de Reumatologia (ACR) ou os mais recentes do EULAR/ACR. Os critérios do ACR, estabelecidos em 1982 e revisados em 1997, incluem 11 manifestações clínicas e imunológicas. Para a classificação de LES, o paciente deve apresentar pelo menos 4 desses 11 critérios, sejam eles simultâneos ou sequenciais, em qualquer momento da doença. Os critérios clínicos abrangem rash malar, rash discoide, fotossensibilidade, úlceras orais, artrite, serosite, distúrbios renais, distúrbios neurológicos e distúrbios hematológicos (anemia hemolítica, leucopenia, linfopenia, plaquetopenia). Os critérios imunológicos incluem a presença de anticorpos antinucleares (FAN) em títulos anormais, anticorpos anti-DNA de dupla hélice, anti-Sm, anticorpos antifosfolípides, falso-positivo para sífilis, ou níveis baixos de complemento (C3, C4). A combinação de manifestações clínicas, como rash malar e úlceras orais, com achados laboratoriais, como plaquetopenia e anti-Sm positivo, é fundamental para o diagnóstico e a compreensão da complexidade da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios clínicos para o diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico?

Os principais critérios clínicos incluem rash malar, rash discoide, fotossensibilidade, úlceras orais, artrite não erosiva, serosite (pleurite ou pericardite), doença renal (proteinúria ou cilindros celulares), doença neurológica (convulsões, psicose) e manifestações hematológicas (anemia hemolítica, leucopenia, linfopenia, plaquetopenia).

Quais autoanticorpos são importantes no diagnóstico do LES?

Os autoanticorpos mais importantes são o FAN (fator antinúcleo), que é altamente sensível, e os anticorpos anti-DNA de dupla hélice (anti-dsDNA) e anti-Sm, que são altamente específicos para o LES. Outros incluem anti-Ro/SSA, anti-La/SSB e anticorpos antifosfolípides.

Qual a importância da plaquetopenia como critério diagnóstico no LES?

A plaquetopenia, definida como contagem de plaquetas <100.000/mm³ na ausência de drogas ou outras causas, é um dos critérios hematológicos do LES. Ela reflete a autoimunidade contra as plaquetas e contribui para o perfil clínico da doença.

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