UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2023
Pode-se afirmar que durante a gestação de uma mulher com lúpus eritematoso sistêmico (LES) está contraindicado o uso de:
LES e gravidez: Leflunomida é TERATOGÊNICA e contraindicada. Hidrocloroquina, Azatioprina, Sulfassalazina são geralmente seguras.
A leflunomida é um fármaco imunossupressor potente e teratogênico, estritamente contraindicado na gravidez e em mulheres que planejam engravidar, devido ao seu risco de causar malformações fetais. Outros medicamentos como hidrocloroquina, azatioprina e sulfassalazina são considerados seguros e frequentemente mantidos durante a gestação em pacientes com LES.
A gestação em mulheres com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é considerada de alto risco e requer um manejo cuidadoso e multidisciplinar. O planejamento gestacional é fundamental, idealmente com a doença em remissão por pelo menos seis meses antes da concepção, para otimizar os resultados maternos e fetais. A escolha dos medicamentos durante a gravidez é um aspecto crítico, visando controlar a atividade da doença sem causar danos ao feto. Dentre os medicamentos utilizados no tratamento do LES, a leflunomida é estritamente contraindicada durante a gestação e em mulheres que planejam engravidar. Este fármaco é um potente imunossupressor e teratógeno, com um risco elevado de causar malformações congênitas. Devido à sua longa meia-vida, é necessário um protocolo de "washout" (eliminação acelerada do medicamento) antes da tentativa de concepção, caso a paciente esteja em uso. Por outro lado, alguns medicamentos são considerados seguros e essenciais para o controle do LES na gravidez. A hidrocloroquina é frequentemente mantida, pois demonstrou reduzir o risco de surtos e complicações da gravidez. A azatioprina e a sulfassalazina também são opções seguras para o controle da atividade da doença. Corticosteroides, como a prednisona, podem ser usados em doses baixas a moderadas para controlar surtos, com monitoramento rigoroso. O conhecimento dessas classificações de segurança é vital para a prática clínica e para a segurança da paciente e do feto.
Hidrocloroquina, azatioprina e sulfassalazina são geralmente considerados seguros e podem ser mantidos durante a gestação para controlar a atividade do LES e prevenir surtos.
A leflunomida é um potente teratógeno, associada a um risco significativo de malformações fetais. Sua meia-vida longa exige um protocolo de "washout" antes da concepção.
O planejamento gestacional é crucial para mulheres com LES, permitindo que a doença esteja em remissão por pelo menos 6 meses antes da concepção e que medicamentos teratogênicos sejam substituídos por opções seguras, minimizando riscos maternos e fetais.
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