AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020
Escolha a alternativa correta:
LES em remissão ≥3 meses pré-concepção → gravidez mais segura e com menos complicações.
O planejamento da gravidez em pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é crucial. A remissão da doença por pelo menos três meses antes da concepção minimiza os riscos de exacerbações maternas e complicações fetais, como aborto, prematuridade e restrição de crescimento intrauterino.
A gravidez em pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é um tema de grande relevância na prática médica, exigindo um manejo cuidadoso e multidisciplinar. O LES é uma doença autoimune crônica que afeta predominantemente mulheres em idade fértil, e a decisão de engravidar deve ser bem planejada para otimizar os desfechos materno-fetais. A compreensão dos riscos e do manejo adequado é crucial para residentes. A fisiopatologia do LES na gravidez envolve interações complexas entre o sistema imunológico materno e as alterações hormonais. A atividade da doença no momento da concepção é o fator preditivo mais importante de complicações. Por isso, a remissão da doença por pelo menos três a seis meses antes da concepção é um pré-requisito fundamental para uma gravidez mais segura, minimizando o risco de exacerbações e complicações como pré-eclâmpsia, aborto, prematuridade e restrição de crescimento intrauterino. O tratamento e o prognóstico dependem do controle da atividade da doença e do monitoramento contínuo. Medicamentos como hidroxicloroquina e azatioprina são geralmente seguros durante a gestação, enquanto outros, como metotrexato, são estritamente contraindicados. O acompanhamento pré-natal de alto risco, com equipe especializada, é essencial para identificar e manejar precocemente quaisquer intercorrências, garantindo o melhor desfecho possível para mãe e bebê.
A gravidez em LES ativo aumenta o risco de exacerbações da doença materna, pré-eclâmpsia, aborto espontâneo, parto prematuro e restrição de crescimento fetal. O monitoramento rigoroso é fundamental para mitigar esses riscos.
Recomenda-se que a paciente com LES esteja em remissão da doença por pelo menos três a seis meses antes de tentar engravidar, para otimizar os resultados maternos e fetais e reduzir a chance de complicações.
Hidroxicloroquina e azatioprina são geralmente considerados seguros. Metotrexato, micofenolato de mofetila e ciclofosfamida são contraindicados devido aos riscos teratogênicos e devem ser descontinuados antes da concepção.
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