UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2021
Paciente 26 anos, portadora de Lúpus Eritomatoso Sistêmico (LES) há 6 anos, estando de momento controlado com medicação, encontra-se gestante de 09 semanas. A paciente e familiares estão preocupados com os possíveis efeitos da doença sobre a gravidez e vice-versa. Quanto às informações do médico, analise as apresentadas abaixo.I - Durante a gravidez, o Lúpus pode melhorar, piorar ou permanecer inalterado em igual proporção.II - A interrupção da gravidez deve ser antecipada para 34 semanas após medidas de aceleramento da maturidade pulmonar.III - A nefrite ativa é condição de pior prognóstico para a gravidez, com aumento da incidência de hipertensão, pré-eclâmpsia e trabalho de parto prematuro.IV - Qualquer tratamento medicamentoso é proscrito durante a gravidez.São verdadeiras as informações:
LES na gravidez: nefrite ativa piora prognóstico; doença pode variar; alguns medicamentos são seguros.
A gravidez em pacientes com LES exige monitoramento rigoroso. A nefrite ativa é um fator de pior prognóstico, aumentando riscos como pré-eclâmpsia e prematuridade. O LES pode ter curso variável durante a gestação, e nem todos os medicamentos são proscritos.
A gravidez em pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é considerada de alto risco e exige um planejamento cuidadoso e acompanhamento multidisciplinar. É crucial que a doença esteja em remissão por pelo menos 6 meses antes da concepção para otimizar os resultados materno-fetais. O curso do LES durante a gestação é imprevisível; a doença pode melhorar, piorar ou permanecer estável em proporções semelhantes. A presença de nefrite ativa no momento da concepção ou durante a gravidez é um dos fatores de pior prognóstico, aumentando substancialmente o risco de complicações como pré-eclâmpsia, hipertensão gestacional e parto prematuro. A interrupção da gravidez não é rotineiramente antecipada para 34 semanas, sendo a decisão individualizada. Além disso, nem todo tratamento medicamentoso é proscrito; a hidroxicloroquina é recomendada, e alguns imunossupressores podem ser mantidos. O monitoramento rigoroso da atividade da doença e das complicações é essencial.
Os principais riscos incluem exacerbação da doença lúpica, pré-eclâmpsia, restrição de crescimento intrauterino, parto prematuro, aborto espontâneo e lúpus neonatal (se houver anticorpos anti-Ro/SSA e anti-La/SSB).
Hidroxicloroquina é segura e recomendada. Corticosteroides (prednisona) são geralmente seguros em doses baixas. Azatioprina e ciclosporina podem ser usadas em casos selecionados. Micofenolato de mofetila e metotrexato são contraindicados.
A nefrite lúpica ativa no início ou durante a gravidez está associada a um risco significativamente maior de complicações maternas (hipertensão, pré-eclâmpsia, insuficiência renal) e fetais (restrição de crescimento, prematuridade, óbito fetal).
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