MedEvo Simulado — Prova 2025
Mariana, 28 anos, procura o pronto-socorro com queixas de fadiga intensa há 4 meses, poliartralgia migratória em pequenas e grandes articulações, predominantemente em mãos e joelhos, e um rash eritematoso em 'asa de borboleta' que piora com a exposição solar. Relata ainda úlceras orais indolores recorrentes. Ao exame físico, apresenta discreto edema em tornozelos bilateralmente. Exames laboratoriais iniciais mostram: Hemoglobina 10,8 g/dL, Leucócitos 3.200/mm³ (Linfócitos 800/mm³), Plaquetas 130.000/mm³. Creatinina 0,9 mg/dL (normal), TFG estimada > 90 mL/min. Urina tipo I com proteinúria 1+ e 10-15 hemácias/campo. Fator Antinuclear (FAN) reagente 1:640, padrão nuclear homogêneo. Qual é o próximo passo mais adequado para a investigação diagnóstica?
Suspeita de LES (FAN + sintomas) → solicitar anti-dsDNA, anti-Sm, anti-Ro/La, C3/C4 para confirmação e atividade.
Diante de um quadro clínico sugestivo de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) com FAN positivo e sintomas multissistêmicos (artralgia, rash malar, úlceras orais, citopenias, proteinúria), o próximo passo é a investigação de autoanticorpos específicos (anti-dsDNA, anti-Sm) e dos níveis de complemento (C3, C4), que são cruciais para a confirmação diagnóstica e avaliação da atividade da doença, especialmente renal.
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica, multissistêmica, de etiologia complexa e manifestações clínicas variadas. Afeta predominantemente mulheres em idade fértil e pode acometer praticamente qualquer órgão ou sistema, incluindo articulações, pele, rins, sistema hematológico e nervoso. O diagnóstico é baseado em critérios clínicos e imunológicos. A paciente apresenta múltiplos critérios clínicos sugestivos de LES, como fadiga, poliartralgia, rash malar fotossensível, úlceras orais, citopenias (leucopenia, linfopenia, plaquetopenia) e sinais de acometimento renal (proteinúria, hematúria). O Fator Antinuclear (FAN) reagente em alto título (1:640) é um marcador de autoimunidade, mas não é específico para LES. Para confirmar o diagnóstico e avaliar a atividade da doença, é crucial solicitar autoanticorpos mais específicos, como anti-dsDNA e anti-Sm, que são altamente específicos para LES. Além disso, os níveis de complemento (C3 e C4) são importantes, pois geralmente estão reduzidos em fases de atividade da doença, especialmente na nefrite lúpica. A investigação completa com esses exames é fundamental antes de iniciar terapias mais agressivas. O tratamento do LES é individualizado, variando de acordo com a gravidade e os órgãos acometidos, e pode incluir hidroxicloroquina, corticosteroides, imunossupressores e agentes biológicos. A monitorização contínua da atividade da doença e do acometimento de órgãos é essencial para otimizar o manejo e prevenir danos irreversíveis.
Após um FAN positivo e sintomas clínicos, são essenciais para confirmar o LES a pesquisa de autoanticorpos específicos como anti-dsDNA e anti-Sm, que são altamente específicos, além de anti-Ro/SSA e anti-La/SSB, que podem indicar subtipos ou síndromes de sobreposição.
O FAN (Fator Antinuclear) é um teste de triagem sensível para LES, mas não específico. Autoanticorpos específicos como anti-dsDNA e anti-Sm são cruciais para a confirmação diagnóstica, pois são altamente específicos para LES e, no caso do anti-dsDNA, também se correlaciona com a atividade da doença e nefrite lúpica.
Os níveis séricos de C3 e C4 (componentes do complemento) são frequentemente consumidos e, portanto, diminuídos em fases de atividade do LES, especialmente em casos de nefrite lúpica ou vasculite. Sua monitorização é útil para avaliar a resposta ao tratamento e detectar exacerbações da doença.
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