Lúpus Eritematoso Sistêmico: Critérios EULAR/ACR e Diagnóstico

HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2024

Enunciado

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune em que órgãos e células sofrem algum dano inicialmente mediado por autoanticorpos e imunocomplexos ligados aos tecidos. Para diagnóstico pode-se utilizar os critérios publicados pelo European League Against Rheumatism/American College of Rheumatology Classification Criteria for Systemic Lupus Erythematosus (EULAR/ ACR). Em relação a essa patologia e aos critérios citados, podemos afirmar:

Alternativas

  1. A) A prevalência é maior em mulheres, sendo necessária a presença de pelo menos 4 critérios, com pelo menos um na categoria clínica e um na categoria imunológica.
  2. B) Biópsia renal com nefrite lúpica classe II ou nefrite lúpica classe V; Lúpus cutâneo agudo; Trombocitopenia (contagem de plaquetas < 100.000/mcL) são critérios presentes no EULAR/ACR.
  3. C) Alteração de Creatinina; Pleurite, Anti-SM positivo são critérios presentes no EULAR/ACR.
  4. D) A presença de autoanticorpos, dentre eles o FAN, em um indivíduo sem sintomas clínicos deve ser considerada diagnóstica para o LES.
  5. E) A presença de anemia é critério presente no EULAR/ACR, independente de outras especificações.

Pérola Clínica

Critérios EULAR/ACR para LES incluem nefrite lúpica, lúpus cutâneo agudo e trombocitopenia.

Resumo-Chave

Os critérios EULAR/ACR para LES exigem um FAN positivo como critério de entrada e, posteriormente, a pontuação de critérios clínicos e imunológicos. A alternativa B lista corretamente três critérios válidos: nefrite lúpica (classes II ou V), lúpus cutâneo agudo e trombocitopenia (<100.000/mcL). A prevalência é maior em mulheres, mas a alternativa A está incorreta sobre o número de critérios e categorias.

Contexto Educacional

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica, inflamatória e multissistêmica, com prevalência significativamente maior em mulheres. Sua patogênese envolve a produção de autoanticorpos e a formação de imunocomplexos que causam dano tecidual. O diagnóstico do LES pode ser desafiador devido à sua heterogeneidade clínica. Os critérios de classificação EULAR/ACR 2019 representam um avanço em relação aos critérios anteriores, visando maior sensibilidade e especificidade. Eles exigem um FAN positivo como critério de entrada e, a partir daí, um sistema de pontuação baseado em domínios clínicos e imunológicos. Atingir uma pontuação de 10 ou mais classifica o paciente como LES. É crucial que residentes e estudantes compreendam que a presença de autoanticorpos, como o FAN, por si só, não é diagnóstica de LES. A doença requer uma combinação de achados clínicos e laboratoriais. Critérios como nefrite lúpica (confirmada por biópsia), lúpus cutâneo agudo e trombocitopenia são exemplos de manifestações que conferem pontuações significativas nos critérios EULAR/ACR, auxiliando no diagnóstico e na avaliação da gravidade da doença.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do FAN nos critérios EULAR/ACR para LES?

Nos critérios EULAR/ACR 2019, um FAN positivo (título ≥ 1:80) é um critério de entrada obrigatório para a classificação do LES. Sem um FAN positivo, o diagnóstico de LES pelos critérios EULAR/ACR não pode ser feito.

Quais são as principais categorias de critérios nos EULAR/ACR para LES?

Os critérios EULAR/ACR são divididos em domínios clínicos (constitucionais, hematológicos, neuropsiquiátricos, mucocutâneos, serosos, musculoesqueléticos, renais) e imunológicos (anticorpos antifosfolípides, complemento, anticorpos específicos como anti-dsDNA e anti-Sm).

A presença de autoanticorpos isolados é suficiente para o diagnóstico de LES?

Não, a presença de autoanticorpos, como o FAN, em um indivíduo assintomático não é suficiente para o diagnóstico de LES. É necessário que o paciente apresente também critérios clínicos e atinja uma pontuação mínima nos critérios EULAR/ACR.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo