UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2023
Sobre Lupus Eritematoso Sistêmico, faça a associação correta entre os autoanticorpos e as possíveis manifestações em órgãos alvos. I. DNA nativo a. Glomerulonefrite proliferativa difusa. II. Anti P b. Manifestações cutâneas subagudas. III. SS-A c. Manifestações em SNC. IV. RNP d. Fenômeno de Raynaud.
LES: Anti-DNA nativo → Glomerulonefrite; Anti-P → SNC; Anti-SS-A → Cutâneo subagudo; Anti-RNP → Raynaud.
A associação de autoanticorpos específicos com manifestações clínicas é fundamental no Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES). Anti-DNA nativo está fortemente ligado à glomerulonefrite lúpica, anti-P (ribossomal) a manifestações neuropsiquiátricas, anti-SS-A (Ro) a lúpus cutâneo subagudo e lúpus neonatal, e anti-RNP a fenômeno de Raynaud e doença mista do tecido conjuntivo.
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica e multissistêmica, caracterizada pela produção de uma ampla gama de autoanticorpos que atacam diversos órgãos e tecidos. A identificação desses autoanticorpos é crucial tanto para o diagnóstico quanto para a compreensão das manifestações clínicas e o prognóstico da doença. Entre os autoanticorpos mais importantes, o anti-DNA nativo (dupla hélice) é altamente específico para o LES e está fortemente correlacionado com a atividade da doença, especialmente com a glomerulonefrite proliferativa difusa, uma das manifestações mais graves. O anticorpo anti-P ribossomal está associado a manifestações neuropsiquiátricas, como psicose lúpica e depressão. O anti-SS-A (Ro) é frequentemente encontrado em pacientes com lúpus cutâneo subagudo, lúpus neonatal (com risco de bloqueio cardíaco congênito no feto) e síndrome de Sjögren. Já o anti-RNP, embora possa estar presente no LES, é um marcador distintivo da Doença Mista do Tecido Conjuntivo, mas no contexto do lúpus, pode estar associado a fenômeno de Raynaud, miosite e esclerodactilia. A compreensão dessas associações é vital para o manejo clínico e a estratificação de risco dos pacientes com LES.
O anti-DNA nativo é altamente específico para LES e sua presença, especialmente em altos títulos, está fortemente associada à atividade da doença, particularmente à glomerulonefrite lúpica, sendo um marcador importante de prognóstico.
O anticorpo anti-SS-A (Ro) está associado a lúpus cutâneo subagudo, lúpus neonatal (com bloqueio cardíaco congênito), síndrome de Sjögren primária e lúpus com deficiência de C2/C4.
O anticorpo anti-RNP é encontrado em pacientes com LES, mas é mais característico da Doença Mista do Tecido Conjuntivo (DMTC). No LES, sua presença pode estar associada a manifestações como fenômeno de Raynaud, miosite e esclerodactilia.
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