Manejo do LES com Envolvimento Renal e Pulmonar Grave

TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2025

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 41 anos, com diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico (LES) há 6 anos. Ele é acompanhado regularmente para sintomas articulares e cutâneos, com controle razoável da doença em tratamento com hidroxicloroquina 400mg/dia e prednisona 5 mg/dia. O paciente vem apresentando exacerbação dos sintomas nas últimas 8 semanas, com dor nas articulações, especialmente nos punhos e mãos, e piora da rigidez matinal. Ele também apresenta úlcera oral recorrente e febre baixa intermitente (37,8°C), além de cansaço extremo. Há história de proteinúria que foi detectada durante exames de rotina e pressão arterial elevada nos últimos meses. O paciente também tem dificuldade respiratória progressiva com episódios de dor torácica pleurítica e dispneia aos esforços. A radiografia de tórax mostrou sinais de derrame pleural leve. Exame físico: • Articulações: Edema, calor e dor nas articulações das mãos e punhos; • Pele: Lesões eritematosas em "asas de borboleta" no rosto, com ulceração oral; • Pulmões: Estertores finos bilaterais e dor pleurítica à palpação; • Laboratório: o Anticorpos anti-dsDNA: Positivo 1:640 (título elevado); o Complemento C3 e C4: Levemente reduzidos; o VHS: 65 mm/h (aumentado); o PCR: 10 mg/dL (aumentado); o Creatinina e TFG: Dentro dos limites normais; o Radiografia de tórax: Derrame pleural bilateral pequeno e infiltrados intersticiais. Considerando o caso clínico acima, qual é a melhor abordagem terapêutica para este paciente com lúpus eritematoso sistêmico ativo e envolvimento pulmonar e renal?

Alternativas

  1. A) Aumentar a dose de prednisona para 20 mg/dia, manter hidroxicloroquina e monitorar o paciente regularmente.
  2. B) Iniciar pulsoterapia com metilprednisolona (1 g/dia por 3 dias) e introduzir micofenolato de mofetila para controle da nefropatia lúpica e do envolvimento pulmonar.
  3. C) Iniciar rituximabe (anti-CD20), devido ao envolvimento pulmonar grave, com falha ao tratamento convencional.
  4. D) Iniciar azatioprina e manter hidroxicloroquina, aumentando a dose de prednisona para 15 mg/dia para controle imediato dos sintomas.

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