SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Uma mulher de 28 anos, com diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico há 3 anos, apresenta dor torácica ao inspirar, febre e fadiga. No exame, há atrito pericárdico e edema leve nos membros inferiores. Exames laboratoriais mostram FAN positivo em padrão nuclear homogêneo, Anti-DNA elevado e PCR alta. Ecocardiograma revela pequeno derrame pericárdico. Considerando os achados, qual seria o manejo terapêutico inicial mais indicado?
LES ativo com pericardite (serosite) e marcadores inflamatórios ↑ → corticosteroides para controle da inflamação.
A paciente apresenta um quadro de atividade lúpica grave, manifestada por serosite (pericardite com derrame e atrito), febre e elevação de marcadores de atividade (Anti-DNA, PCR). Nesses casos, a terapia inicial com corticosteroides é fundamental para controlar a inflamação e prevenir danos orgânicos.
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica que pode afetar múltiplos órgãos e sistemas. A serosite, que inclui pericardite, pleurite e peritonite, é uma manifestação comum e pode indicar atividade da doença. A pericardite lúpica, caracterizada por dor torácica pleurítica, atrito pericárdico e derrame, é um sinal de inflamação significativa que requer atenção. A paciente do caso apresenta um quadro clínico e laboratorial (dor torácica, febre, fadiga, atrito pericárdico, derrame pericárdico, FAN positivo, Anti-DNA elevado e PCR alta) que sugere atividade lúpica grave com envolvimento cardíaco. A elevação do Anti-DNA é um marcador específico de atividade do LES, especialmente em manifestações renais e sistêmicas. O manejo terapêutico inicial mais indicado para a serosite lúpica e outras manifestações de atividade grave do LES é a terapia com corticosteroides. Estes medicamentos possuem potente ação anti-inflamatória e imunossupressora, sendo capazes de controlar rapidamente a inflamação e prevenir danos orgânicos. A dose e a via de administração (oral ou intravenosa) dependerão da gravidade do quadro. Imunossupressores adicionais podem ser considerados posteriormente, dependendo da resposta ao corticoide e da necessidade de poupar esteroides a longo prazo.
As manifestações cardíacas mais comuns no LES incluem pericardite (com ou sem derrame), miocardite, endocardite de Libman-Sacks e doença arterial coronariana acelerada. A pericardite é a mais frequente.
Os corticosteroides são potentes anti-inflamatórios e imunossupressores, eficazes no controle rápido da inflamação sistêmica e das manifestações agudas do LES, como a serosite. Eles agem modulando a resposta imune e reduzindo a produção de citocinas pró-inflamatórias.
Imunossupressores adicionais (como azatioprina, micofenolato de mofetila ou ciclofosfamida) são considerados em casos de LES grave, refratário aos corticosteroides, ou para permitir a redução da dose de corticosteroide e minimizar seus efeitos adversos a longo prazo.
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