Lúpus Eritematoso Sistêmico: Diagnóstico e Manifestações

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2021

Enunciado

Mulher, 30 anos, com queixa de poliartrite simétrica de mãos, punhos e joelhos há 1 mês; emagrecimento de 6 kg; febre baixa e prostração. Apresentou lesões de pele avermelhadas em face, tronco e braços, principalmente após exposição solar, que persistiram. Refere, também, que, ao mesmo tempo, surgiram aftas orais e houve queda de cabelo. Há 2 meses, terminou o noivado de um relacionamento de 8 anos.Diante do caso clínico, qual o diagnóstico mais provável e o exame mais específico para esse diagnóstico?

Alternativas

  1. A) Lupus eritematoso sistêmico e antiSM
  2. B) Artrite reumatoide e FR
  3. C) Lupus eritematoso sistêmico e FAN
  4. D) Artrite reumatoide e antiCCP
  5. E) Espondilite anquilosante e HLAB27

Pérola Clínica

LES: poliartrite, lesões fotossensíveis, aftas, queda cabelo, febre → anti-SM é específico para diagnóstico.

Resumo-Chave

O caso descreve um quadro clássico de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) com manifestações articulares, cutâneas (fotossensibilidade), mucosas (aftas) e sistêmicas (febre, emagrecimento, prostração). O estresse emocional pode ser um gatilho. O anticorpo anti-SM é altamente específico para LES, embora não seja o mais sensível.

Contexto Educacional

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica e multissistêmica, caracterizada pela produção de autoanticorpos e inflamação generalizada. Afeta predominantemente mulheres em idade fértil, com uma prevalência de cerca de 1 em 2.000 pessoas. Sua importância clínica reside na ampla gama de manifestações que podem acometer praticamente qualquer órgão ou sistema, tornando o diagnóstico desafiador e a doença potencialmente grave. A fisiopatologia do LES envolve uma complexa interação entre fatores genéticos, ambientais e hormonais que levam à disfunção do sistema imunológico. O diagnóstico é baseado em critérios clínicos e laboratoriais, incluindo manifestações como artrite, lesões cutâneas (eritema malar, lesões discoides, fotossensibilidade), serosite, alterações renais, neurológicas, hematológicas e a presença de autoanticorpos como o FAN (anticorpo antinuclear), anti-DNA de dupla hélice e anti-SM. O tratamento do LES é individualizado e visa controlar a inflamação, prevenir danos aos órgãos e melhorar a qualidade de vida. Inclui anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), antimaláricos (hidroxicloroquina), corticosteroides e imunossupressores. O prognóstico melhorou significativamente com o avanço das terapias, mas a doença ainda requer acompanhamento contínuo e manejo multidisciplinar.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios clínicos para o diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico?

Os critérios incluem manifestações como artrite, serosite, lesões cutâneas (eritema malar, discoide, fotossensibilidade), úlceras orais/nasais, alterações renais, neurológicas, hematológicas e imunológicas, como a presença de FAN e outros autoanticorpos específicos.

Qual a importância do anticorpo anti-SM no diagnóstico do LES?

O anticorpo anti-SM (anti-Smith) é considerado o autoanticorpo mais específico para o Lúpus Eritematoso Sistêmico, sendo um dos critérios imunológicos para o diagnóstico. Sua presença, embora em menor frequência que o FAN, confirma o diagnóstico de LES.

Como diferenciar o LES de outras doenças reumatológicas com poliartrite?

A diferenciação envolve a análise do conjunto de manifestações clínicas, como a presença de fotossensibilidade, úlceras orais, acometimento renal ou neurológico, e o perfil de autoanticorpos. A artrite reumatoide, por exemplo, geralmente não apresenta as lesões cutâneas e mucosas típicas do LES.

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