Lúpus Eritematoso Sistêmico: Tratamento de Manifestações Leves

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025

Enunciado

Mulher de 22 anos apresenta-se com queixa de fadiga há 2 anos e episódios de febre com a máxima temperatura aferida de 38,5 ºC. Refere apresentar úlceras orais com frequência, além de dor, edema e eritema em articulações de mãos. As queixas apresentam resolução espontânea. Não possui outras queixas. Ao exame físico, apresenta eritema malar bilateral, sem demais alterações. Laboratorialmente, apresenta FAN positivo, com anticorpos Anti-DNAd, Anti-SSA e Anti-SSB positivos, com exames de hemograma, complemento sérico, creatinina, sumário de urina e proteinúria negativos.Considerando a principal hipótese diagnóstica, o tratamento mais apropriado para esta paciente é

Alternativas

  1. A) hidroxicloroquina e anti-inflamatórios não esteroidais.
  2. B) hidroxicloroquina e corticoides tópicos.
  3. C) anti-inflamatórios não esteroidais e corticoides sistêmicos.
  4. D) anti-inflamatórios não esteroidais e metotrexato.
  5. E) metotrexato e corticoides sistêmicos.

Pérola Clínica

LES com manifestações cutâneas/articulares leves → hidroxicloroquina + corticoides tópicos.

Resumo-Chave

A paciente apresenta manifestações clínicas de LES (fadiga, febre, úlceras orais, artrite, eritema malar) e sorologia positiva (FAN, anti-DNAd, anti-SSA/SSB) sem comprometimento orgânico grave. O tratamento inicial para LES com manifestações leves a moderadas, especialmente cutâneas e articulares, é a hidroxicloroquina, associada a corticoides tópicos para lesões de pele e AINEs para artralgia.

Contexto Educacional

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica e multissistêmica, caracterizada por um amplo espectro de manifestações clínicas e sorológicas. O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos e laboratoriais, incluindo a presença de autoanticorpos como FAN, anti-DNAd, anti-SSA e anti-SSB. O tratamento do LES é individualizado e depende da gravidade e do tipo de manifestações. Para pacientes com doença leve a moderada, caracterizada principalmente por envolvimento cutâneo, articular e fadiga, a hidroxicloroquina é a terapia de base e deve ser iniciada. Este antimalárico tem um perfil de segurança favorável e comprovada eficácia na redução de surtos e na melhora da qualidade de vida. Para manifestações específicas, como úlceras orais ou eritema malar, corticoides tópicos podem ser utilizados. Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) são úteis para o controle da artralgia. Corticoides sistêmicos e imunossupressores mais potentes (como metotrexato, azatioprina ou micofenolato) são reservados para casos com comprometimento orgânico grave ou refratários à terapia inicial.

Perguntas Frequentes

Qual o papel da hidroxicloroquina no tratamento do LES?

A hidroxicloroquina é a medicação de base para a maioria dos pacientes com LES, independentemente da gravidade, devido à sua eficácia em controlar manifestações cutâneas, articulares e fadiga, além de reduzir surtos e mortalidade.

Quando são indicados corticoides sistêmicos no LES?

Corticoides sistêmicos são reservados para manifestações mais graves do LES, como nefrite lúpica, serosite grave, citopenias significativas ou envolvimento do sistema nervoso central.

Quais são as manifestações clínicas mais comuns do LES?

As manifestações mais comuns incluem fadiga, artralgia/artrite, lesões cutâneas (eritema malar, lesões discoides), úlceras orais, serosite, febre e fenômeno de Raynaud.

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