SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2022
Luísa, 24 anos, comparece em consulta com o MFC, solicitaeira da equipe havia implantado o DIU de cobre na paciente há aproximadamente 7 meses. À ocasião, se queixava do ganho de peso, ressecamento vaginal e maior labilidade emocional atribuídos ao método hormonal que usava (desogestrel). Além disso, escapes irregulares (spotting) e o fato de não menstruar mais a deixavam incomodada, contribuindo para descontinuação do contraceptivo, com busca posterior do serviço de saúde para contracepção de emergência em 2 ocasiões. Contudo, desde que colocou o DIU, tem dificuldades de lidar com o sangramento maior que o esperado, com troca de até 4 absorventes ao dia e fluxo que chega a durar 7 dias. Além disso, as cólicas menstruais são fortes, pouco responsivas ao uso de anti-inflamatórios e com necessidade recorrente de afastamento do trabalho. Atualmente está no 5° dia do ciclo, com remissão parcial do sangramento vaginal, sem outros sintomas associados que a preocupem. Ao exame não apresenta alterações à ectoscopia ou exame físico de abdome. Apresenta: PA 120/80 mmHg e FC 78 bpm. Exame ginecológico especular sem alteração (sem massas anexiais, colo normal à inspeção e sem dor à mobilização, fios do DIU visíveis, sem sinais de cervicite). Luísa não tem comorbidades prévias ou histórico que contraindique método hormonal. Dentre as opções abaixo, além da retirada do DIU de cobre, assinale a conduta mais adequada para o caso, considerando aspectos que dificultaram adesão à contracepção hormonal prévia:
DIU de cobre → menorragia e dismenorreia. Considerar contraceptivo hormonal combinado para controle de fluxo e dor.
A paciente apresenta menorragia e dismenorreia intensas, efeitos adversos comuns do DIU de cobre. A opção de contraceptivo hormonal combinado (etinilestradiol + levonorgestrel) é adequada para controlar o sangramento e a dor, ao mesmo tempo em que oferece alta eficácia contraceptiva.
O DIU de cobre é um método contraceptivo de longa duração, altamente eficaz e livre de hormônios, sendo uma excelente opção para muitas mulheres. No entanto, seus principais efeitos adversos incluem o aumento do fluxo menstrual (menorragia) e a intensificação das cólicas (dismenorreia), que podem levar à descontinuação do método, como no caso de Luísa. É crucial que o médico esteja apto a identificar e manejar essas queixas. A fisiopatologia da menorragia e dismenorreia induzidas pelo DIU de cobre envolve uma resposta inflamatória local no endométrio, com aumento de prostaglandinas e citocinas, que levam a maior sangramento e contrações uterinas. Ao avaliar a paciente, é importante descartar outras causas de sangramento uterino anormal. A história clínica detalhada sobre a tolerância a métodos anteriores é fundamental para a escolha do próximo contraceptivo. A conduta para Luísa, além da retirada do DIU de cobre, deve considerar um método que controle o sangramento e a dor, e que seja bem tolerado. Contraceptivos orais combinados (COC), como etinilestradiol e levonorgestrel, são uma boa escolha, pois reduzem o fluxo menstrual e a dismenorreia, e podem ter um perfil de efeitos colaterais diferente dos progestagênios isolados, aos quais a paciente teve má adaptação prévia.
Os efeitos adversos mais comuns do DIU de cobre incluem aumento do fluxo menstrual (menorragia) e intensificação das cólicas menstruais (dismenorreia), especialmente nos primeiros meses após a inserção.
O manejo pode incluir anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para dor e sangramento, antifibrinolíticos como ácido tranexâmico, ou a troca para um DIU hormonal (levonorgestrel) ou contraceptivo hormonal combinado, caso a paciente não se adapte.
Contraceptivos orais combinados são eficazes no controle do ciclo menstrual, reduzindo o sangramento e a dismenorreia, além de oferecerem alta eficácia contraceptiva. Podem ser uma alternativa para pacientes que não se adaptaram ao DIU de cobre ou a progestagênios isolados.
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